O presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), John Edwin Mein, acredita que o desaquecimento da economia dos Estados Unidos e a crise da Argentina poderão reduzir o fluxo de investimentos diretos dos Estados Unidos para o Brasil em 2001. Se prevalecer um cenário econômico melhor, os novos investimentos poderão ser iguais aos feitos em 2000.
Até outubro, o Banco Central contabilizou a entrada de US$ 5 bilhões de investimentos norte-americanos, de um total de US$ 22,964 bilhões, correspondendo a 22% dos investimentos. Em 1999, os investimentos dos Estados Unidos foram de US$ 8 bilhões (29%).
A única possibilidade, citada pelo presidente da Amcham, de um fluxo de investimento maior em 2001 do que neste ano viria com regras favoráveis às empresas norte-americanas para o leilão das bandas da telefonia celular C, D e E que serão oferecidas ao mercado pelo governo no próximo ano. Isso porque o interesse do setor de telecomunicações norte-americano pelo mercado brasileiro continua grande, de acordo com o presidente da Amcham.
Projetos de infraestrutura, particularmente em saneamento e na concessão da exploração de rodovias, foram citados por Mein como setores que atraem o interesse dos investidores norte-americanos. Em compensação, Mein disse que outros setores econômicos, citando espeficamente o de energia, investiriam mais no Brasil ‘‘se as regras do jogo fossem um pouco diferentes’’.
No caso das empresas energéticas, ele afirmou que a principal barreira, citada por empresários desse setor, são as regras que fixam os critérios de cobrança ao consumidor.

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