Investimentos devem derrubar custos
Estudo do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), organismo ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os ventos brasileiros sobretudo no litoral nordestino e em grandes áreas do sudeste e sul do país poderiam gerar energia suficiente para atender mais de 60% do consumo. Por enquanto, o custo para implementação das usinas, segundo fontes do setor, ainda é impeditivo.
Porém, uma brisa de esperança começou a soprar a favor das eólicas já na posse do presidente norte-americano, Barack Obama, em janeiro. Em seu primeiro discurso à nação, Obama assinalou que vai investir em fontes mais limpas para geração de energia. Nós usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e movimentar nossas fábricas. Nós transformaremos nossas escolas, faculdades e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso nós faremos, garantiu o presidente da maior potência global.
Nações desenvolvidas na Europa também já usam em larga escala eletricidade gerada pelo vento. Na Alemanha, as eólicas responde por mais de 23% do abastecimento. Nos Estados Unidos o percentual é de quase 18% e na Espanha ultrapassa os 16%.
A conjuntura favorável nos países desenvolvidos mais as palavras de Obama renovaram a expectativa de que os investimentos em eólicas vão se avolumar nos próximos anos. O custo ainda é a grande dificuldade, mas a partir do momento em que se começa a produzir em escola, o preço da indústria automaticamente cai, analisa o executivo da Celesc, Paulo Meller.
Segundo a última edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) no final do ano passado, o custo de produção de energia eólica chegava a R$ 230,00 por MWh (com impostos). Enquanto isso, o custo da energia elétrica girava em torno de R$ 100,00 por MWh. (L.A.)





