Investimento total chega a R$ 1,5 bi
Arquivo FolhaHubert, presidente da Copel: operação a plena carga em 2003Segundo o presidente da Copel, Ingo Hubert, serão investidos ao todo na construção e ampliação das usinas R$ 1,5 bilhão. Deste total, apenas R$ 200 milhões serão recursos investidos pela Copel. A previsão é de que as termoelétricas comecem a operar com carga total em 2003, gerando 1.760 megawatts adicionais. ‘‘Esta energia é suficiente para atender cerca de dois milhões de consumidores paranaenses por vinte anos’’, afirmou Hubert.
Segundo o gerente de projetos da Copel, Edilson Novach, o maior benefício da opção pela construção das termoelétricas é a melhoria do marco gerador de energia, tornando o sistema elétrico independente de fatores climáticos - como a chuva - e permitindo um acompanhamento do mercado, sem risco de desabastecimento. Já o ministro Rodolpho Tourinho destacou a agilidade na construção das usinas. ‘‘Se demoraríamos oito anos para fazer uma hidrelétrica, demoraremos apenas três para construir as termoelétricas, garantindo rapidez e economia’’, disse ele. As usinas de Pitanga, Araucária e Londrina vão utilizar o gás natural fornecido pelo gasoduto Brasil-Bolívia para a geração de energia. A maior parte do capital empregado vem da iniciativa privada.
O investimento em Araucária terá a parceria da Copel com a British Gas (Inglaterra), El Paso (EUA) e Petrobrás Distribuidora. Em Londrina, a sociedade da Copel é com as empresas Pan American Energie e com o grupo paranaense Teig e Inepar. A usina de São Mateus do Sul, que funcionará à base de resíduos de xisto betuminoso, é um investimento da Copel com Petrosix (Petrobrás) e Companhia Portland de Cimentos Rio Branco (grupo Votorantin). A ampliação da usina de Figueira terá o apoio da Companhia Carbonífera de Cambuí.

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