Brasília – Além de superar a projeção mais otimista do governo, o volume de US$ 22,6 bilhões em investimentos estrangeiros diretos registrado em 2001 aponta também um redirecionamento dos recursos. Aos poucos, a indústria começa a aumentar sua participação no bolo total desses investimentos, que ainda é dominado pelo setor de serviços.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, é o início de um processo de substituição de importações que ajudará o governo a exportar mais, melhorar o saldo comercial e reduzir o déficit externo, que já apresenta tendência de queda.
Enquanto esse processo deslancha, a manutenção de um volume significativo de investimentos estrangeiros diretos, especialmente num ano marcado por uma forte instabilidade no cenário internacional, é um fator altamente positivo para a economia brasileira, que precisa de dinheiro externo para cobrir o déficit que tem nas transações com outros países. Esses investimentos, aliados à ajuda financeira do FMI de US$ 6,6 bilhões, permitiram que o País encerrasse o ano passado com saldo positivo de US$ 3,3 bilhões no seu balanço de pagamentos.

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