A aplicação na Bolsa de Valores é uma das formas de se obter rendimentos, muitas vezes, bem acima dos percentuais investidos inicialmente. Conforme ressalta o economista Luis Carlos Ewald, isso é possível pois o acionista passa a ter participação nos lucros da empresa. A insegurança fica por conta de não se saber ao certo de quanto será esse percentual ou, na pior das hipóteses, se houver a desvalorização do mercado investido. Nesse último caso, o investidor acaba saindo no prejuízo ou ganhando menos do que esperava, motivo pelo qual a bolsa ainda é um dos investimentos que gera maior insegurança entre os investidores estreantes.
Segundo o economista da Target Invest, Emerson Nazaré de Almeida, o investidor que deseja aplicar na bolsa de valores deve procurar uma empresa de confiança para adentrar no mercado. ''É preciso recorrer a um profissional com competência e estratégias para fazer o dinheiro ser bem aplicado'', recomenda. É por intermédio de uma corretora de valores que o investidor marca presença na Bolsa de Valores e por meio da qual ele será representado em todas as transações que efetuar. Para transmitir confiança e credibilidade aos investidores, as corretoras informam diariamente aos seus clientes sobre o desempenho de suas carteiras de ações. ''O relacionamento do corretor com o cliente é de fundamental importância para garantir o resultado esperado pelo investidor'', evidencia Almeida.
Após eleger uma corretora e optar pelo segmento que deseja investir (por exemplo: energético, tecnológico, etc), o investidor aplica o dinheiro disponível e passa a acompanhar o andamento do mercado que está fazendo parte. Tudo isso com a ajuda das corretoras que o informam periodicamente. Para investir na bolsa, é preciso arcar com uma taxa de custódia mensal que varia entre R$ 10 a R$ 20, dependendo da corretora escolhida, isso além do valor a ser usado para comprar as ações.
Cada transação efetuada, seja ela de compra ou de venda, incide o percentual de corretagem que varia entre 0,5% a 2%, oscilando de acordo com o valor movimentado. Quanto maior o valor movimentado, menor o percentual cobrado. Por último é cobrada uma taxa que chega ao máximo em R$ 25,21 sobre cada operação efetuada. Ao receber os rendimentos do investimento, é preciso recolher 15% para o imposto de renda caso a movimentação mensal ultrapasse os R$ 20 mil. Apenas as transações inferiores a esse valor ficam isentas desse recolhimento.
A boa notícia é que esse percentual pago pelas negociações de maior valor é passível de abatimento em eventuais prejuízos. Diante de tal cenário, é até difícil acreditar que no final das contas se obterá rendimentos, no entanto, quem trabalha diariamente com ações garante que é possível obter ganhos até expressivos na bolsa de valores.
Conforme esclarece o sócio-proprietário da Fórmula Investimentos, Rafael Tixiliski, neste ano o Ibovespa valorizou 21,97% até o último dia 24, caracterizando rendimentos equivalentes aos de mais de dois anos de uma aplicação em renda fixa. Isso significa que aqueles que entraram na bolsa este ano, mesmo com a crise, já obtêm rendimentos equivalentes aos de quem está há mais de dois anos investindo em renda fixa. Mesmo com os 21,97% de alta neste ano, o Ibovespa opera na casa dos 45 mil pontos, o que ainda é bem distante de sua máxima atingida em maio do ano passado de 73.920 pontos, uma diferença maior do que 60%, possibilitando um excelente investimento a longo prazo.
Segundo análise do empresário do setor de investimentos, a melhora se deu com a atitude do governo americano de comprar os ativos podres do mercado norte-americano e com a decisão do FMI e Banco Mundial de injetar U$ 1 trilhão no mercado mundial.
As recomendações de investimentos no mercado de ações feitas por Tixiliski para o mês de maio são para os mais variados segmentos, que vão do setor energético ao varejista. ''Minha sugestão de investimentos para o próximo mês é nas seguintes empresas: Gerdau, Transmissão Paulista, Grupo Pão de Açúcar, Petrobras, Eletrobrás, Bradesco e Ambev. Cada uma delas apresenta pontos favoráveis que nos fazem avaliar a melhora de suas ações no mercado, seja a curto prazo como a Gerdau, ou mesmo a longo prazo como a Petrobras'',
conclui. (M.A.T.)

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