Dados da Sociedade Brasileira de Estudos Econômicos Transnacionais (Sobeet) apontam que o Brasil recebeu, este ano, cerca de US$ 13 bilhões em investimentos diretos. Segundo o presidente da associação, Antônio Corrêa de Lacerda, este resultado é positivo para o País diante da conjuntura internacional desfavorável. Ele citou como fatos que prejudicam o País, o desaquecimento das principais economias mundiais, a crise argentina e os efeitos do racionamento de energia elétrica brasileira. Segundo Lacerda, o País receberá, até o final do ano, US$ 18 bilhões de investimentos diretos.
Segundo ele, o Banco Central confirmou que o Brasil recebeu em julho último US$ 2 bilhões de investimentos diretos estrangeiros. A soma desse valor aos investimentos diretos de outros meses, já incluídos os US$ 700 milhões referentes a agosto, completam o total de US$ 13 bilhões nos primeiros oito meses do ano. Na avaliação da Sobeet, os investimentos diretos estrangeiros ajudam a financiar parcela significativa do déficit em contas correntes, estimado em US$ 27 bilhões pela entidade.
A partir de segunda-feira, a Sobeet realizará em São Paulo, na Câmara Americana de Comércio, um seminário sobre ''Globalização e Desenvolvimento: Limites e Possibilidades''. No seminário serão abordados temas como ''Perspectivas para a Economia Brasileira e Setor Externo''.
Participarão do evento, além do presidente da entidade, Roberto Gianetti da Fonseca, da Câmara de Comércio Exterior (Camex); o economista Luciano Coutinho, da Unicamp; o economista chefe do BBV, Octavio de Barros; Antonio Barros de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; John Mein, presidente da Câmara Americana; e Winston Fritsch, presidente do Dresdner Bank.

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