Brasília Os investimentos estrangeiros diretos líquidos apresentaram nova queda em outubro, com um total de US$ 314 milhões, o menor resultado desde junho deste ano, quando foram registrados investimentos de US$ 186 milhões. Em setembro, esses investimentos totalizaram US$ 739 milhões.
Mas os dados de novembro registrados até ontem, são mais animadores. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, os ingressos no mês já somam US$ 1,7 bilhões, devendo chegar ao final do mês com ingressos de US$ 2 bilhões.
Sobre o resultado do mês, o técnico considerou que os ''investimentos têm altos e baixos e não têm uma dinâmica muito própria''. Lopes havia projetado para outubro ingressos de investimentos diretos líquidos de US$ 750 milhões a US$ 800 milhões.
Até outubro, os investimentos diretos somam no ano US$ 6,781 bilhões, contra US$ 13,910 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Diante da nova queda no mês de outubro, o Banco Central reviu de US$ 10 bilhões para US$ 9 bilhões a previsão dos ingressos em 2003. Nos últimos 12 meses, os investimentos diretos totalizaram US$ 9,438 bilhões, ou 1,98% do Produto Interno Bruto (PIB).
Investimento estrangeiro direto é o nome dado às operações em que empresas nacionais são compradas por multinacionais. Inclui também o resultado de privatizações. Os dólares servem para equilibrar as contas externas do País.

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