O VII Simpósio Paranaense de Pós-colheita de Grãos e VI Simpósio Internacional de Grãos Armazenados terminou ontem em Londrina, com a conclusão de que é preciso investir na melhoria da infraestrutura e dos processos de armazenagem para garantir o recebimento, com qualidade, da produção nacional de grãos e a consequente segurança alimentar. O simpósio foi promovido pela Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapos) e pela Embrapa Soja.
''O Brasil está no caminho certo em relação ao crescimento da produção, mas ainda precisamos avançar na questão da qualidade, tanto no campo quanto na armazenagem'', avalia o pesquisador da Embrapa Soja e coordenador do evento, Marcelo Álvares. O controle de pragas, micotoxinas e resíduos de agroquímicos nas unidades armazenadoras ainda é apenas uma recomendação, e não uma exigência. Mas Álvares espera que a divulgação de trabalhos científicos e a promoção de debates técnicos auxilie na conscientização das empresas armazenadoras para o combate a esses problemas e na conquista de segurança alimentar para a cadeia produtiva nacional.
O pesquisador afirma que a conversão alimentar é maior no caso das rações produzidas com grãos de qualidade, o que além de melhorar a alimentação dos animais também aprimora o rendimento. ''Não adianta o Brasil se tornar o maior produtor mundial em 20 anos se os alimentos não tiverem qualidade'', argumenta. Álvares ressalta que a qualidade garante mercado consumidor e também agrega renda ao produtor.
Entre as ações para melhoria da pós-colheita, o pesquisador destaca a necessidade de investimento em certificação, rastreabilidade, controle de temperatura e umidade dos armazéns, limpeza do silo e da estrutura de estocagem para eliminar insetos e micotoxinas. ''O atual plano de investimento em armazenagem deve estimular melhorias e é importante que as empresas façam adaptações pensando nas necessidades futuras, como na segregação dos estoques'', orienta.

mockup