Investimento em fibra óptica fomenta o desenvolvimento regional

Tecnologia leva internet de alta velocidade a bairros da cidade e ainda fortalece empresas locais

Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

Londrina conta com 20 empresas autorizadas a oferecer serviços de banda larga fixa, inclusive com fibra óptica, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). de abril de 2020. Tratam-se de empresas locais que investem na rede de internet para que consumidores, empresas e serviços públicos possam contar com serviços de banda larga fixa para desempenhar suas atividades do dia a dia com mais segurança e estabilidade.


Em Londrina, a rede que atende aos serviços municipais é oferecida pela Sercomtel
Em Londrina, a rede que atende aos serviços municipais é oferecida pela Sercomtel | Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
 

 

A fibra óptica também beneficia serviços públicos, como hospitais, e postos de saúde, ajudando-os a se manterem em funcionamento. Em Londrina, a rede que atende aos serviços municipais é oferecida pela Sercomtel. Segundo a operadora, Londrina e região têm aproximadamente 16 mil pontos de acesso de fibra no serviços públicos. “É uma segurança de que o sistema deles não vai parar por qualquer motivo”, reitera Tiago Caetano Carnelos, diretor de Engenharia e Operações da Sercomtel Telecomunicações. 



“O tempo de resposta, a estabilidade junto com a ultravelocidade são os diferenciais da fibra", acrescenta Agnaldo Aversani, coordenador de Vendas Londrina da Sercomtel Telecomunicações. "Com a questão do isolamento social, a pandemia, mais empresas foram obrigadas a deslocar a frente trabalho para o home office, mas nem todos os funcionários têm uma banda larga de qualidade ou adequada para prestar um bom serviço. Por isso contratam o recurso de fibra”, continua.

A Sercomtel começou a investir na sua rede de fibra óptica da região em 2016, mas a construção da rede começou a acontecer de forma mais acelerada em 2019, afirma Carnelos. A rede da operadora tem mais de mil quilômetros de extensão e abrange as cidades de Londrina, Arapongas, Apucarana, Astorga, Bandeirantes, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Mandaguari, Santo Antônio da Platina, Rolândia, Cornélio Procópio e Sarandi. Mas nem toda a extensão da rede é utilizada para a oferta de banda larga. Os cabos de fibra também são utilizados para outras finalidades, como para voz, entroncamento entre centrais telefônicas, transporte de dados e voz da rede móvel, etc.

Em Londrina, a fibra da operadora chega diretamente até a casa ou empresa com a tecnologia FTTH (Fiber To The Home) às regiões Central, da Gleba Palhano, Super Quadra Tupã (Duque de Caxias), Av. Robert Koch, bairro Petrópolis, Jardim Bancários, rua Maringá, Vila Nova, Vila Recreio. Outras regiões da cidade estão em fase de processo de implantação de fibra óptica. Os planos chegam a até 500 Mbps de velocidade com voz ilimitada e preço de R$ 10 nos primeiros dois meses. 

O ritmo no qual essa rede é expandida depende da capacidade de investimento da companhia e da disponibilidade de mãos de obra para esse tipo específico de serviço, que é escassa, afirma Aversani. Porém, o diretor de Engenharia e Operações ressalta que nos últimos doze meses o ritmo está acelerado. “De fevereiro para cá, tivemos crescimento de aproximadamente 30% no fluxo de dados.”

A fibra ótica é considerada prioridade da companhia. De 2017 a 2020, a Sercomtel investiu R$ 20 milhões na implantação da rede. A prestadora já conta com 30 mil acessos de fibra óptica implantados, sendo que 12 mil já são utilizados por clientes. Aversani estima que 25% da rede metálica da operadora já tenha sido substituída por fibra ótica em Londrina, mas que 50% de toda a planta da cidade já tenha condições de receber a tecnologia. 

Pequenos levam internet de fibra aos 399 municípios do PR

As operadoras de pequeno porte são responsáveis por 50,4% do total de acessos de banda larga fixa em Londrina, de acordo com dados da Anatel. Os pequenos provedores regionais, segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, foram os primeiros a oferecer os serviços de banda larga fixa com rede de fibra óptica porque, diferente das grandes operadoras, não contavam com uma rede metálica legada, e puderam migrar direto para a fibra. “Quando eles (os pequenos provedores) começaram o processo, a fibra já estava com preço acessível e foram para esse caminho.” 

Os pequenos provedores chegam onde os grandes não chegam. Segundo Helton Dorl, presidente da Redetelesul e sócio da HJ Telecom os pequenos atendem hoje a todos os 399 municípios do Paraná com banda larga de fibra óptica FTTH. “Não tem uma cidade do Paraná sem cobertura em fibra ótica.” A estimativa é que haja mais de 400 pequenos provedores no Estado. Só na Redetelesul, são 160 associados.

A vantagem de contratar serviços do pequeno provedor, além da proximidade com o cliente e a agilidade no atendimento, é que o consumidor fomenta o mercado local e contribui para o desenvolvimento de sua região, ressalta Dorl. “O dinheiro gira dentro da cidade e o consumidor fortalece o próprio município”.

“Ser do local e conhecer as necessidades das pessoas que ali moram faz grande diferença na hora de proporcionar o serviço”, comenta Alex Mantovani, coordenador de Marketing da NS Link, em Londrina. A provedora nasceu em 2015 com o intuito de levar internet de fibra a bairros das regiões Norte, Oeste e Leste da cidade, antes não atendidos por outras empresas, a fim de fomentar o desenvolvimento da cidade. Hoje, a provedora atende com planos de até 125 Mega os bairros Jd. Columbia, Sabará 3, Olímpico, João Turquino, Conj. Vivi Xavier, Jd. Gávea, Jd. Paris, Portal do Sol, Res. Abussafe I e II, Conj. Alexandre Urbanas, Jd. Portal dos Pioneiros. “A meta para os próximos meses é ampliar nossa rede de fibra óptica para mais de 200 km de extensão, chegando em outros bairros de Londrina e região”, acrescenta Mantovani.



Para ele, o desafio é acompanhar a demanda dos usuários, especialmente nesse momento de pandemia. “Por conta da pandemia, mais pessoas passaram a ficar em casa e realizar suas atividades online. O isolamento social fez com que a comunicação interpessoal ficasse ainda mais focada na esfera da internet. Muitos provedores cresceram por conta dessa procura para o home office, por exemplo. E, os serviços tiveram que entrar em consonância com a demanda de clientes, novos e antigos.”

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