Investimento é necessário, diz consultor
Para o consultor financeiro Charles Vezozzo, a resistência da maioria da população aos planos está associada a um problema cultural. ''A nossa cultura trabalha com o planejamento financeiro voltado para vida: viagens, passeios, bens e estudos, e há muita dificuldade em se falar do assunto morte''. Segundo ele, esta resistência se manifesta tanto de forma consciente quanto inconsciente.
De acordo com Vezozzo, a opção por um plano funerário deve ser encarada como algo normal e não como um assunto a ser evitado. Ele explica que a inclusão desse tipo de despesa não faz parte do grupo A em termos de prioridade no orçamento doméstico, que são alimentação, saúde, moradia e educação, mas considera que o investimento, nesse caso, é necessário e bastante acessível. Há planos funerários a partir de R$ 25.
Independentemente de questões culturais, Vezozzo sugere que a pessoa faça uma economia mensal de pelo menos 10% de sua renda e que tenha uma reserva financeira para pelo menos seis meses no caso de uma eventual situação de desemprego. Segundo ele, este é o tempo que geralmente demora uma recolocação.
Vezozzo diz que a poupança é necessária para qualquer emergência. ''A reserva financeira é sempre bem vinda, seja em uma situação boa ou ruim''. Ele sugere também que a reserva seja mantida em uma conta bancária que possa ser movimentada por uma pessoa de confiança. (E.A.)





