Investimento direto chega a US$ 10,7 bi em cinco meses
Agência Estado
Nos primeiros cinco meses deste ano o ingresso dos investimentos diretos no País totalizou US$ 10,7 bilhões e superou o déficit em transações correntes (operações de comércio e serviço que o País realiza com o exterior) registrado no mesmo período que foi de US$ 9,38 bilhões. Somente em maio estes investimentos chegaram a US$ 1,41 bilhão, o suficiente para financiar 86% do déficit em transações correntes que ficou em US$ 1,63 bilhão. Até o último dia 15, o Banco Central já havia contabilizado a entrada de mais US$ 1,38 bilhão em investimentos diretos.
Os dados foram divulgados ontem pelo BC e indicam que o déficit em transações correntes do mês passado foi 19% inferior ao resultado negativo de US$ 2 bilhões ocorrido em maio do ano passado. Nos doze meses encerrados em maio, este déficit foi de US$ 32 bilhões, o correspondente a 4,66% do PIB)do país. Os investimentos diretos no mesmo período ficaram em US$ 31,3 bilhões.
Nos doze meses até abril, a relação do déficit em transações correntes e o PIB estava em 4,59%. Segundo o BC, entretanto, o aumento do déficit proporcionalmente ao PIB ocorreu em maio por causa da desvalorização cambial que provocou uma queda do produto em dólar.
Na opinião do chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Caldas, os dados confirmam que o Brasil está recuperando os créditos externos de médio e longo prazos que sumiram depois da crise da Rússia. Ainda de acordo com os números do BC, os ingressos de empréstimos e financiamentos de médio e longo prazos em maio foram de US$ 4,63 bilhões. Em abril, estes ingressos haviam sido de US$ 5,95 bilhões. Isso mostra que o País continua retomando os bons créditos, afirmou Caldas.





