A arrancada das Bolsas de Valores nos últimos meses tem levado cada vez mais investidores a aplicar em fundos de ações e de carteira livre, em busca de ganhos mais polpudos que os da renda fixa. Mas, para não perder dinheiro num mercado de risco como o acionário, é preciso tomar algumas precauções, como investir por prazos longos, conhecer a política de investimentos do fundo e o grau de risco da aplicação.
O sócio-diretor da Linear Investimentos David Gotlib insiste em que o investimento em ações deve ser feito apenas por quem pode aplicar a longo prazo, de preferência por pelo menos um ano. ‘‘Quem pensa em investir por 60 dias não deve entrar em Bolsa.’’ A análise do histórico de rentabilidade dos fundos (em amplos períodos) também é fundamental, lembra ele.
O presidente da Lloyds Asset Management (LAM), Walter Brasil, afirma que o aplicador precisa saber qual é a política de investimentos do fundo, para conhecer o risco que está correndo. Ele ressalta, ainda, que o fundo não pode ser escolhido somente pela rentabilidade. ‘‘O bom administrador é aquele que consegue o melhor rendimento possível correndo o menor risco.’’ Brasil adverte que não se deve tentar especular com ações. ‘‘As Bolsas são para investir, não para especular’’, diz. ‘‘No longo prazo, as Bolsas são, quase com certeza, o melhor investimento que se pode fazer.’’
Os tipos de fundo Os fundos carteira livre são regidos por uma legislação mais flexível que a dos tradicionais. Com isso, tendem a apresentar comportamento mais instável e agressivo. Em geral, rendem mais que os tradicionais quando as Bolsas vão bem, mas podem sofrer maiores perdas num momento de queda dos mercados. O desempenho dos tradicionais tende a ser menos instável ao longo do tempo.

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