Investidores tentam solução para banco
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sexta-feira, 30 de março de 2001
Carmem MuraraDe Curitiba 
Um grupo formado pelos maiores investidores do Banco Araucária, hoje em liquidação extrajudicial, decidiu se unir para encontrar uma solução que amenize o prejuízo que tiveram com a intervenção do Banco Central. Eles começaram a se articular para apresentar a proposta de transformar os investimentos que tinham no banco em capital. Dessa maneira, passariam a ser os controladores do Araucária que teria de mudar de nome. A proposta está sendo amadurecida e caso haja um consenso ela será apresentada ao interventor do banco, Rui Ferreira da Costa, nos próximos dias.
As negociações ainda são embrionárias, mas as empresas e pessoas físicas que perderam dinheiro com os negócios que tinham no Araucária precisam agir rapidamente. O Banco Central deu sinal verde para que sejam apresentadas propostas, mas quanto maior a demora mais complicado pode ficar, afirmou ontem um empresário que tinha investimentos no Araucária. Ele preferiu não se identificar e não quis revelar a quantia que ficou retida no banco por conta da intervenção.
Segundo esse mesmo empresário, os investidores estão fazendo o seguinte raciocínio. Não adianta para a gente conseguir liberar somente R$ 20 mil e ficar com o restante preso sabe Deus por quantos anos e sem garantia de recebermos, explicou. O valor de R$ 20 mil é o limite que o Fundo de Garantidor de Crédito assegura aos clientes de um banco.
Entre muitas dúvidas há uma única certeza: os investidores sabem que não poderão contar com ajuda do governo federal em um socorro ao Araucária. Outra possibilidade levantada pelos próprios interventores é de aparecer um grupo financeiro interessado na compra do banco sob intervenção. Mas essa hipótese é tida como remota.
O interventor do Banco Araucária em liquidação extrajudicial já tem levantada toda a lista de clientes e investidores, mas os nomes não são divulgados. Entre as empresas que aplicavam no Araucária está a maioria das grandes corretoras de títulos do Paraná. Mas um dos responsáveis por uma corretora, que também concordou em falar desde que não tivesse o nome revelado, disse que os valores depositados no Araucária não eram elevados. O crédito das corretoras e distribuidoras é pequeno em relação ao de empresas e algumas pessoas físicas. As normas do Banco Central exigem que haja diversificação das aplicações de risco, afirmou.


