Investidores processam Vale nos EUA por Brumadinho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Folhapress 
Nova York - Dois escritórios de advocacia nos Estados Unidos entraram com ações coletivas de investidores contra a Vale por prejuízos sofridos pelos papéis da companhia negociados nas Bolsas americanas por causa do rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrido na última sexta-feira (25).
Desde o acidente, as ADRs (recibos de ações negociados nas Bolsas dos EUA) da Vale perderam 27,5% do valor e fecharam cotadas a US$ 11,2 na terça (29).
O processo foi impetrado pelos escritórios Bernstein Liebhard LLP e Rosen Law Firm em favor de todos os investidores que compraram ações da Vale entre 13 de abril de 2018 e 28 de janeiro deste ano.
O objetivo é reaver perdas que os acionistas tiveram por causa do que identificaram como comunicações falsas da companhia sobre o risco e dano potencial do rompimento de uma barragem na mina de Córrego do Feijão.
Os escritórios também argumentam que os programas de segurança contra incidentes e de saúde desenvolvidos pela mineradora eram inadequados e, por isso, várias pessoas morreram e centenas estão desaparecidas após o rompimento da barragem.
Na ação coletiva do escritório Bernstein Liebhard, aparecem como partes fundos de pensão de funcionários dos condados de Alameda e de Orange County, ambos na Califórnia.
Entre os réus apontados nessa ação estão Murilo Ferreira, ex-presidente da Vale; Luciano Pires, diretor financeiro da companhia; e Peter Poppinga, diretor da companhia.
Phillip Kim, sócio do Rosen Law, diz que o escritório deu entrada na ação coletiva na terça-feira, em um tribunal do Brooklyn, "em apoio a investidores que compraram papéis da Vale."
A data de início da ação, 13 de abril, foi escolhida porque foi quando o escritório identificou a primeira informação incorreta da mineradora envolvendo o problema.
Agora, haverá um período de 60 dias, que expira em 29 de março, para que outros interessados se juntem à ação coletiva.


