Utilizar a tecnologia para tornar mais eficientes as operações urbanas, melhorando a economia e a qualidade de vida da população, é o que caracteriza uma cidade inteligente. Com base nos conceitos da automação e da sustentabilidade, um grupo de investidores se uniu e elaborou o projeto de um bairro inteligente que deverá ser construído em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). O empreendimento irá ocupar uma área de 1,6 milhão de metros quadrados na Colônia Bratislava e o investimento total será de R$ 160 milhões.

Para tirar o projeto do papel, o grupo espera apenas a aprovação do Plano Diretor do município, apresentado à Câmara Municipal em setembro passado e cuja votação está prevista para este mês. O bairro inteligente será direcionado a famílias de classe média baixa, com renda mensal em torno de R$ 4 mil. “É um projeto feito para pessoas que possam pagar R$ 120 mil em um lote de cerca de 300 metros quadrados, parcelados em dez, 12 anos”, explicou o empresário Oswaldo Pitol, do Grupo Seven, um dos investidores.

Pitol ressaltou que hoje há tecnologias bem em conta que garantem maior qualidade de vida e que quando aplicadas em benefício de um grande número de pessoas, o custo é diluído. Em princípio, está prevista a construção de cinco condomínios horizontais, sendo quatro fechados e um semiaberto, sem portaria, mas com acesso mais restrito. No total, serão 1,5 mil unidades habitacionais e a expectativa é inaugurar o primeiro deles em 2021. O projeto todo, no entanto, contempla três mil residências ou cerca de nove mil habitantes. “O grande objetivo é fazer um planejamento urbano em parceria com o poder público, com áreas destinadas à educação e à saúde, com espaços para posto de saúde, creche, módulo social”, destacou Pitol.

O projeto contempla muitas soluções de sustentabilidade e mobilidade, como a reutilização da água pluvial, sistema de irrigação, maior eficiência na coleta de resíduos, geração de energia solar e o tratamento de 98% da água utilizada no bairro, com a construção de uma estação de tratamento de esgoto, ciclovias e sensores para controle de tráfego. “Uma smart city (cidade inteligente) não é só tecnologia, é cuidar do meio ambiente e garantir o conforto da população também”, ressaltou Luiz Taboada, investidor alagoano sócio no projeto. A empresa de Taboada, sediada em Maceió (AL), tem projetos similares em várias cidades da região Nordeste do País, como Feira de Santana e Camaçari (BA), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Arapiraca e Marechal Deodoro (AL).

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