Investidores não devem sair agora
O pequeno investidor que aplicou nas Bolsas pouco antes das fortes quedas apuradas na última semana precisa manter a calma e evitar saques precipitados, recomendam especialistas do mercado. Se resgatar o dinheiro investido em fundos de ações e de carteira livre num momento de queda acentuada, o aplicador acaba realizando prejuízo, e não lucros. Se tiver um pouco de paciência, é provável que as Bolsas se recuperem da perda apurada recentemente. Em apenas uma semana, o mercado paulista recuou 14,99%. Com isso, os preços de muitos papéis ficaram atraentes.
Manuel Maceira, administrador de recursos do Banco Tendência, recomenda tranquilidade aos investidores. Ele entende que podem ocorrer algumas oscilações mais bruscas durante alguns pregões, mas acredita que depois os mercados devem entrar numa rota de normalidade.
Maceira avalia que o cenário que permitiu o avanço da Bolsa no primeiro semestre continua inalterado. Ele menciona as importantes vitórias do governo no Congresso (como a aprovação do Fundo de Estabilização Fiscal) e a aceleração do programa de privatizações como pontos positivos para os mercados acionários. É por conta de fatores como esses que o executivo do Tendência orienta o investidor a não tomar atitudes precipitadas, sacando agora dos fundos. E se o investimento foi feito com horizonte de longo prazo, como é o recomendável, não há motivos para sair da Bolsa logo no primeiro sobressalto do mercado.
Vale investir agora? Embora o momento seja conturbado, pode ser interessante investir em ações agora. O diretor de renda variável da Lloyds Asset Management (LAM), Paulo de Sá Pereira, acredita que, se o aplicador tiver perspectiva de investimento de médio e longo prazo, vale a pena entrar em Bolsa agora. Muitas ações estão baratas, e o pano de fundo para esses mercados continua favorável. O que o investidor precisa ter em mente é que, como se trata de um mercado de risco, é natural que as Bolsas apresentem alguns solavancos. Por isso é que é fundamental aplicar apenas o dinheiro que não será usado no curto prazo.





