Basiléia - A economia brasileira está também sendo vítima da desconfiança generalizada dos investidores internacionais. Essa é a avaliação do Banco de Compensações Internacionais (BIS).
Segundo o estudo, eventos como os escândalos das empresas WorldCom e Enron e as dificuldades enfrentadas pelas maiores seguradoras e bancos, fizeram com que investidores preferissem não arriscar. ''Esse clima gerou dificuldades para que alguns países conseguissem acesso a financiamento'', afirma o relatório.
Na avaliação do BIS, países como o Brasil e a Turquia viram seus problemas econômicos e políticos se exacerbarem pelo aumento da aversão ao risco. Para a entidade, que serve como o banco central dos bancos centrais, os investidores estão punindo países em que questões de sustentabilidade da dívida coincidem com incertezas políticas.
O relatório ainda aponta que a percepção dos investidores sobre os riscos no Brasil varia de acordo com a posição do candidato José Serra nas pesquisas para as eleições presidenciais.
Outra preocupação dos economistas do BIS é quanto à dívida interna no Brasil, que teria aumentado ainda mais a percepção de risco por parte do sistema financeiro internacional.
Hoje, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, se encontrará com o G-10 (grupo dos dez maiores bancos centrais do mundo), na sede do BIS, na Basiléia. Seu recado não poderia ser outro: o Brasil não representa um risco e a dívida é sustentável.

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