O título da dívida externa brasileira chamado de C-bond descolou ontem do título da dívida russa. O primeiro teve alta em suas cotações. O segundo, queda. O movimento mostra que os investidores internacionais estão diferenciando o Brasil da Rússia. Ontem, os dois títulos iniciaram o dia em baixa e depois se recuperaram por causa das expectativas positivas com o anúncio, a ser feito hoje, da baixa - terminou cotado a 22,25% de seu valor de face, menos do que os 24,75% de ontem. O C-bond subiu: chegou ao patamar de 63,50% do valor de face, mas fechou a 67%, uma alta 1,37 ponto percentual sobre anteontem.
A Bolsa de Valores de São Paulo, após cair 2,63% durante a manhã, acompanhando o movimento do C-bond, terminou o dia praticamente estável, com alta de 0,38%. A nova valorização da Bolsa de Valores de Nova York, de 1,63%, contribuiu para puxar para cima os preços das ações em São Paulo.
No mercado de câmbio brasileiro, a intervenção do Banco do Brasil tem mantido o dólar comercial estável. Para analistas, a saída de cerca de US$ 2,5 bilhões do País neste mês não preocupa e já era parcialmente prevista, devido ao vencimento de operações feitas pelos investidores estrangeiros. Ontem, saíram mais US$ 400 milhões, segundo estima o mercado. No mês, o dólar acumula desvalorização de 0,94%.

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