A Fazendas Reunidas Boi Gordo está alertando os seus investidores sobre um golpe que já fez vítimas. O alerta esta no site da empresa. O golpista entra em contato com o credor da Boi Gordo e afirma que há uma liminar que permite a liberação de alguns contratos da empresa. Para este contato, o golpista usa a própria lista dos investidores relacionados na concordata da Boi Gordo, a qual possui nome, endereço e valor do crédito dos investidores.

Os golpistas solicitam os dados da conta corrente do investidor para que seja efetuado o depósito, mas exigem que, em contra partida, o investidor deposite em uma determinada conta corrente um valor referente aos honorários advocatícios - em torno de 10% do valor do crédito. Segundo o alerta da Boi Gordo, esta conta corrente informada pelo golpista está em nome de um ''laranja''.

De fato, o depósito é feito pelo golpista, mas em cheque, ou seja, o valor não pode ser resgatado antes da sua compensação. O investidor, ao checar a entrada do depósito, faz o seu depósito na conta corrente indicada pelo golpista. Passado o prazo para a compensação do cheque, o investidor percebe que o cheque recebido não tinha fundo, e que o depósito feito na conta do laranja foi uma perda adicional.

A reportagem da Agência Estado conseguiu o telefone de um golpista e fez o contato, identificando-se como um investidor da empresa. O golpista explicou que este pagamento era resultado do julgamento de uma ação popular iniciada em 1998 no Rio de Janeiro, sem dar maiores detalhes.

Ele afirmou que neste processo a Justiça havia determinado que a Boi Gordo vendesse parte de seus bois para pagar investidores com títulos acima de R$ 30 mil. A ação, segundo o golpista, teria sido motivada por dificuldades financeiras da empresa em honrar o vencimento dos títulos.

O golpista diz que um oficial de justiça faz o depósito na conta corrente do investidor. E que este investidor, ao confirmar o depósito, deve depositar em dinheiro 5% do valor do crédito na conta corrente do oficial de justiça.

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