Investidores ainda têm dúvidas
Além disso, o economista Felipe Salto destaca que o câmbio tende a atingir uma marca próxima a R$ 1,90 entre setembro e outubro devido às dúvidas dos investidores sobre a condução da economia relativas a dois temas. ''No caso de José Serra vencer as eleições presidenciais, há questões relacionadas à manutenção da política cambial. Caso Dilma Rousseff seja eleita, há incertezas sobre a gestão fiscal'', comentou.
No mercado financeiro, muitos especialistas especulam que José Serra poderia depreciar o real ante o dólar com maior velocidade a fim de reduzir o deficit de transações corrente. Sobre Dilma, recaem dúvidas sobre sua disposição de diminuir os gastos do governo federal a fim de gerar superavit primário anual perto de 3,3% do PIB, sem levar em conta a aplicação de recursos federais em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O economista da LCA, Homero Guizzo, estima que o câmbio deve chegar à cotação de R$ 1,75 em dezembro e atingir R$ 1,80 em 2011. Para ele, dois indicadores devem ajudar a manter a moeda nacional estável ante o dólar até o final do ano. Um deles é o ingresso de investimento direto estrangeiro, que deve chegar a US$ 34 bilhões neste ano e US$ 37 bilhões no próximo. Um outro elemento é a melhora das captações externas nos próximos meses, com destaca para os recursos que entrarão no País devido à oferta pública de ações da Petrobras. Para Serrano e Salto, a estatal deve arrecadar, pelo menos, US$ 6 bilhões de recursos externos com a operação. (A.E.)





