A empresa paulista de investimentos agropecuários Gallus está instalando um escritório regional no Paraná e promete lucros para os investidores acima dos ganhos oferecidos pelo mercado financeiro. O presidente da Gallus, Fernando Caron, afirma que o sucesso da empresa está na parceria com o investidor e com produtor rural, através do repasse de insumos e tecnologia e na independência em relação ao sistema financeiro.
Para Caron, a crise que se fala em agropecuária restringe-se apenas aos produtores devedores em banco e que não têm capital para investir na modernização do setor de produção. Esses produtores é que estão sendo procurados para serem os parceiros da Gallus. Isso porque eles entram com a terra e a empresa com insumos e tecnologia, explicou.
Como funciona Na ‘‘parceria’’, a empresa quer trabalhar com a terra do produtor e o dinheiro do investidor. Caron justifica o sucesso da empresa em função da independência de terceiros em todas as etapas do processo de produção, desde a criação, engorda, abate, industrialização e comercialização. Segundo ele, o sistema de parceria que sua empresa está propondo ‘‘já é sucesso no mundo inteiro’’ e permite ganhos a todos os setores. Ao produtor, que estava impossibilitado de produzir por falta de capital, e ao investidor que tem um rendimento acima daquilo que é pago pelo sistema financeiro. Para Caron, o mercado de alimentos no País está em crescimento e ele não identifica crise no setor agropecuário. ‘‘Quem fala em dificuldades financeiras é porque ainda está vivendo da época inflacionária’’, afirma.
Com um patrimônio avaliado em mais de US$ 220 milhões entre 23 fazendas próprias e arrendadas, abatedouros, frigoríficos, incubatórios, laticínios, fábrica de embutidos e investimentos nos Estados de São Paulo, Minas, Bahia e Tocantins, a empresa garante o retorno do investimento mais os lucros no final do contrato. A empresa tem uma carteira com 1.200 clientes; 90% estão em São Paulo. O faturamento mensal de todas as empresas atinge US$ 6 milhões.
Resgate mensal A parceria mínima exigida é de R$ 2,5 mil para ser investido em gado leiteiro. Trata-se do único setor com resgate mensal para o investidor. O valor mínimo exigido corresponde a aquisição de uma vaca leiteira e a taxa de retorno é de 3,61% ao mês, através de 59 cotas de 420 litros de leite tipo ‘‘C’’. O contrato mínimo é de cinco anos e o rendimento garantido é colocado mensalmente na conta do investidor.
Para a suinocultura o investimento mínimo é de R$ 5 mil, correspondente a aquisição de cem leitões de 20 quilos cada um. Após seis meses, no final do contrato o investidor resgata R$ 6.750,00, conferindo uma valorização de 21,5%, segundo a Gallus. Para a avicultura, a parceria mínima exigida é de R$ 35 mil que corresponde a aquisição de 100 mil pintainhos. No final de quatro meses o investidor resgata R$ 39.480,00.
Boi gordo Na pecuária de corte o investidor pode optar por dois contratos, o de 12 meses e o de 16 meses. No primeiro, a parceria mínima exigida corresponde a aquisição de 12 bois magros ou 120 arrobas, cujo valor atual é de R$ 3.060,00. No resgate o investidor tem a garantia de rentabilidade de 33%, o equivalente a engorda mínima mais a variação da arroba do boi. No contrato de 16 meses, a parceria mínima exigida é de 160 arrobas, sendo que o valor atual é de R$ 4.800,00 e o resgate promete uma rentabilidade de 43% mais a variação da arroba do boi. Para os investimentos acima de 500 arrobas, a Gallus reduz o valor da arroba de R$ 25,50 para R$ 23,00.

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