Ibovespa fecha em quase estabilidade
Depois de ter subido mais de 1% pela manhã desta segunda-feira (10), o Índice Bovespa perdeu fôlego e oscilou próximo da estabilidade na maior parte do pregão, com os investidores à procura de referências para operar. Sem notícias novas no cenário eleitoral, os negócios ocorreram sob a expectativa da divulgação da pesquisa Datafolha, esperada para o início da noite. As bolsas de Nova York seguiram trajetórias distintas e pouco influenciaram os negócios, principalmente no período da tarde. Ao final dos negócios, o Ibovespa marcou 76.436,35 pontos, em alta de 0,03%. Os negócios somaram R$ 8,67 bilhões.

À espera da pesquisa Datalhofa
A pesquisa Datafolha será a primeira a ser divulgada por um grande instituto, depois do ataque ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,76%, em reflexo à notícia de que Bolsonaro havia sido esfaqueado em Juiz de Fora e a avaliação de que a esquerda pode se enfraquecer. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, foram destaque negativo nesta segunda, os papéis de empresas exportadoras, que passaram por realização de lucros recentes, segundo operadores. Suzano ON (-2,72%). Petrobras ON (+1,28%) e PN (+1,42%) se ajustaram à alta de seus ADRs nas bolsas de Nova York. Já Vale ON (-0,49%) corrigiu parte da alta de 2,55% de quinta-feira.

Com leve queda, dólar terminou o dia a R$ 4,08
O dólar teve uma sessão volátil nesta segunda-feira, dia marcado por cautela com o cenário eleitoral. O dólar à vista terminou o dia em R$ 4,0832, em leve queda de 0,04%. No mercado futuro, o contrato de outubro subiu 0,63%, para R$ 4,0945. O diretor de tesouraria de um banco ressalta que, faltando menos de 30 dias para os brasileiros irem às urnas, a incerteza sobre a eleição é muito alta. Há ao menos cinco candidatos com chances reais de chegar ao segundo turno e, dependendo de quem for, o dólar pode se consolidar acima de R$ 4,00 ou cair abaixo desse nível, ressalta ele. O que daria alívio ao mercado, diz ele, seria o vencedor assegurar que vai manter o tripé macroeconômico, buscando o equilíbrio fiscal, mantendo o câmbio flexível e o regime de metas de inflação.

Taxas curtas refletiram apostas na reunião do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão regular em baixa, com algumas taxas da ponta longa quase estáveis. A taxa do DI para janeiro de 2020 fechou em 8,50%, de 8,67% no ajuste da quinta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,92% para 9,79%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou a 11,54%, de 11,58%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 12,33%, de 12,32%. As taxas curtas ainda refletiram a redução nas apostas de alta da Selic em 2018, em especial na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem, movimento que, por sua vez, teve início ainda na quinta-feira, após a surpreendente deflação de 0,09% do IPCA em agosto. As longas passaram a tarde oscilando entre a estabilidade e um leve viés de alta, mas com melhora perto do fechamento.

mockup