Investidor já pode mudar sua estratégia
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segunda-feira, 16 de novembro de 1998
Agência Estado 
Com o início da trajetória de queda dos juros e o anúncio do acordo entre o Brasil e o FMI na semana passada, o aplicador pode começar a cogitar mudanças em sua estratégia de investimento. No segmento de renda fixa, o diretor de Fundos do Banco de Investimentos do Sudameris, Marcelo Elaiuy, entende que o momento pode ser oportuno para investir uma parte do dinheiro novo em aplicações prefixadas, que tendem a ser mais rentáveis quando os juros estão em queda. No entanto, a maior parcela dos recursos deve ir para os fundos DI, que acompanham a variação dos juros por estar atrelados à oscilação do CDI (título trocado pelos bancos), que ainda pagam rendimento elevado e são muito seguros.
Além disso, vale lembrar que os títulos prefixados embutem uma expectativa de redução dos juros. Se a queda dos juros for mais gradual do que o projetado por esse papel, o rendimento do fundo DI, que espelha a trajetória das taxas no mercado, será mais elevado.
Elaiuy diz que a atuação do BC mostrou que a queda das taxas deverá ser gradual. Na sexta-feira, o juro do over foi definido em 39% ao ano. Mas, diz ele, o acerto com o FMI pode fazer com que os juros possam cair um pouco mais rapidamente.
E o diretor do Sudameris vê com bons olhos as perspectivas para as Bolsas. O dinheiro do FMI e a expectativa de aprovação das medidas de ajuste fiscal pelo Congresso podem dar fôlego ao investimento em ações. Para ele, ainda há espaço para a alta das cotações, o que torna as Bolsas atraentes para quem investe no longo prazo. Um fator que pode atrapalhar o mercado são os eventuais desdobramentos das denúncias sobre supostas contas de integrantes do governo nas ilhas Cayman e o grampo telefônico no BNDES. O problema é que esses assuntos podem prejudicar a tramitação do pacote no Congresso


