Investidor faz hedge contra variação cambial
Agência Estado
O câmbio flutuante e, principalmente, a forte alta da cotação do dólar no início do segundo semestre, aumentaram a necessidade de operações de proteção contra a variação cambial - chamado hedge. O volume total de ativos dolarizados cresceu 15% desde junho, alcançando US$ 82 bilhões no fim de setembro.
Este volume ainda está abaixo do valor total das operações de hedge feitas no período imediatamente anterior à desvalorização cambial, em dezembro do ano passado, quando somavam US$ 123,9 bilhões. Naquela época, contudo, uma parte expressiva destes recursos correspondiam a apostas especulativas.
Desde a desvalorização, os bancos reduziram sua exposição nos mercados futuros de câmbio, pelo maior risco de fazer apostas especulativas num momento de maior volatilidade da moeda americana. A tendência parece ser inversa para as empresas, que sentem maior necessidade de proteção. Algumas, como a Asea Brown Boveri (ABB) fazem hedge para evitar perdas se o dólar cair.
As empresas que querem proteger dívidas ou ativos (como uma exportação) em dólar podem escolher entre três opções: Bolsa de Mercadorias & Futuros (onde são oferecidos swaps, dólar futuro e opções), Central de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos (Cetip) ou título cambial do governo (nem sempre disponível). Nem todas as operações são de proteção - há também movimentações de especuladores, especialmente na BM&F.





