Arquivo FolhaPerdas ou ganhosOs contratos de parceria para engorda de animais póde ser opção perigosaA suspensão da venda de contratos de parceria para engorda de animais oferecidos pela Gallus Agropecuária, por decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pode abalar a credibilidade das empresas do setor. A CVM informou que a Gallus não vem honrando os compromissos com os investidores e encaminhou ofícios ao Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, solicitando a adoção de medidas judiciais de proteção aos investidores.
Apostar na engorda do boi, principalmente, tem sido mais uma opção que os investidores encontraram para diversificar as aplicações, atraídos pela promessa de lucros elevados. O problema, segundo o engenheiro-agrônomo e consultor de empresas Paulo Junqueira, é que muitas das empresas que oferecem esses contratos não têm lastro para honrar os compromissos. Ou seja, não possuem fazendas e animais na proporção que deveriam ter para negociar os contratos. Junqueira diz que, fazendo as contas na ponta do lápis, não dá para chegar aos elevados porcentuais de lucratividade que o setor promete aos investidores como líquido e certo. Na verdade, esse é um mercado de risco, sujeito a ganhos ou perdas.
Paulo Roberto Andrade, presidente da Fazendas Reunidas Boi Gordo (FRBG), disse que está no mercado há dez anos e meio e sempre honrou os compromissos assumidos. E foi além explicando ter sido um dos que pleitearam a regulamentação do mercado.
A CVM está fiscalizando a atividade de contratos de parceria para engorda de animais desde janeiro. Para regulamentar o setor, a CVM está exigindo das empresas uma série de informações.

mockup