Imagem ilustrativa da imagem Inverno impulsiona vendas de roupas e calçados
| Foto: Rei Santos/09-07-2016
Varejo paranaense registrou alta de 2,5% no mês de junho nos setores de tecidos, vestuários e calçados



O comércio varejista do Paraná registrou queda de 0,9% em junho deste ano, quando comparado com o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O resultado foi diferente da média nacional, que teve aumento de 0,1% no mesmo período analisado. Entretanto, quando comparado com junho de 2015, a retração no Paraná (-3,3%) ficou menor que a nacional (-5,3%).
A PMC tem como objetivo produzir indicadores que permitam acompanhar a evolução conjuntural do comércio varejista e de seus principais segmentos. Abrange dez atividades, das quais oito têm receitas geradas exclusivamente no varejo e duas (veículos e motos e materiais de construção) incluem varejo e atacado. Quando incluídos na análise do varejo ampliado, o resultado nacional foi de retração de 0,2%. Foram analisadas 5,7 mil empresas nas 27 Unidades da Federação.
O varejo paranaense registrou alta no mês de junho apenas nos setores de tecidos, vestuários e calçados (+2,5%) e de artigos farmacêuticos, médicos e cosméticos (+1,6%). Na outra ponta, o volume de vendas do segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação teve o pior resultado no mês, de -18,5%.
No desempenho comparado com o mês anterior, o varejo do Paraná só se saiu melhor que Rio Grande do Norte (-1%), Piauí (-1,1%), Santa Catarina (-1,2%), Rio de Janeiro (-1,4%), Tocantins (-1,4%) e Paraíba (-2%). Por outro lado, ao comparar com os números de junho de 2015, o Paraná teve resultado inferior apenas ao de Roraima (+0,4%), Minas Gerais (-0,1%) e São Paulo (-1,7%).
O consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcos Rambalducci, diz que os resultados verificados pelo IBGE divergem do cenário que os indicativos londrinenses desenham para o varejo local. Para ele, as variações no setor automobilístico, um dos mais atingidos pela crise econômica, provocou demissões na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o que pode ter puxado para baixo o desempenho do varejo do Paraná.
Rambalducci também diz que os números do IBGE refletem o início de uma curva de inflexão e que, a partir de setembro, já comece a dar sinais de ascendência, que culmine na recuperação das perdas de 2016 até o fim do ano.

Estabilidade
Em âmbito nacional, o volume de vendas no varejo em junho é considerado estável, afirma a gerente da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Isabella Nunes. Já os segmentos de vestuários e calçados e outros produtos e artigos domésticos, que registraram alta, foram beneficiados pela chegada do inverno e das celebrações de festas juninas e Dia dos Namorados.
Isabella ressalta o desempenho dos setores de supermercados e hipermercados, que sofrem com a pressão inflacionária de junho, acima da inflação geral, e da queda de renda do consumidor, que tem impacto direto sobre essa atividade.
Em relação a móveis e eletrodomésticos, que registrou queda nas vendas em junho, o motivo é a redução da concessão de crédito, que ainda tem juros elevados. "(Isso) diminui o consumo de bens duráveis, em especial móveis e eletrodomésticos, mas também os veículos, explica Isabella.

mockup