A Associação Brasileira dos Inventores e da Propriedade Industrial do Paraná (Abripi) está intermediando contatos entre inventores de Londrina e Região e um grupo de empreendedores alemães que tem interesse em investir em novos produtos. Inventores individuais ou institucionais; micros, pequenas e grandes empresas que tiverem uma idéia pantenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) podem entrar em contato com a Abripi para obter maiores informações sobre a parceria com os alemães.
O presidente da Abripi, José Kloc, informou que os alemães, através de correspondência encaminhada à entidade, manifestaram interesse em invenções e inovações tecnológicas, tanto na área comercial quanto na distribuição e fabricação dos produtos. ''Eles querem novos produtos para fazer parcerias. Este grupo de empresários, uma holding constituída há mais de 50 anos na Alemanha, já está estruturada e pode contribuir muito para os inventos brasileiros que, infelizmente, não conseguem incentivos no Brasil'', afirmou Kloc. Segundo ele, os brasileiros que necessitam de investimentos para levar adiante seus inventos acabam fazendo empréstimos bancários e pagando altas taxas de juros.
A Abripi atua em 42 cidades do Estado e tem por objetivo organizar a classe de inventores. A sede nacional fica em Brasília e está vinculada aos Ministérios da Indústria e Tecnologia. Os interessados podem entrar em contato com a Abripi enviando correspodência para a Caixa Postal 646 - Cep 86001-970 ou ainda pelo telefone (43) 3391-5555. ''Faremos uma seleção dos interessados e encaminharemos para os contatos na Alemanha. A partir daí, os investidores internacionais vão entrar em contato com os inventores brasileiros para futuras parcerias'', informou Kloc.
Escada giratória - O pequeno empresário Cláudio Bernardi, que tem uma empresa de tornearia, solda e metalurgica, tem interesse no contato com os alemães para fabricação do seu invento: uma escada giratória metálica tubular que é acoplada em camionetes. O produto já está em uso pela Copel e por empresas do setor de energia elétrica, telefonia e prefeituras. A diferença desta escada com as demais, é que ela é tubular e reduz os custos com a manutenção.''As escadas antigas tinham que passar por manutenção pelo menos uma vez por mês. Desenvolvemos - ele e o pai Luiz Antonio Bernardi - um sistema interno que faz com que a escada não tenha tanta manutenção'', revelou.
Ele patenteou o invento há 8 anos e diz que o mercado tem aceitado bem o produto. ''Existe a possibilidade de fecharmos parcerias com mais quatro empresas de Foz do Iguaçu que prestam serviços no Paraguai no setor de energia elétrica'', conta ele, que sem o apoio de parceiros não tem como fabricar o produto por causa do custo. Cada escada custa em média R$ 4,5 mil. Duas indústrias - uma de Londrina e outra de Arapongas - devem começar a fabricar em série as escadas a partir dos próximos dias. ''Vamos ver se conseguimos o apoio desse grupo alemão através da Abripi para fabricamos as escadas e, assim, atendermos a demanda. Só a Copel precisa de mais 500 pelo menos'', informou.

mockup