Durante o road show de segurança em Curitiba, ontem, a ISS simulou a invasão de um hacker a uma rede, mostrando os danos que ele pode causar. ‘‘Um hacker pesquisa tudo, consegue senhas de usuários e continua até conseguir acessar os arquivos principais’’, explicou Sidney Fabiani, diretor de desenvolvimento de mercado da Internet Security Systems.
Ele citou o caso do hacker que utilizou um sistema Ddos (Distributed Denial of Service) modificado para invadir sites de grandes empresas dos Estados Unidos no mês de fevereiro. Depois de conseguir o acesso, ele ‘‘derrubou’’ as páginas da internet. O maior problema foi com a e-trade, empresa com ações negociadas em bolsa de valores. Depois da invasão, o valor das ações da e-trade caiu 30% na bolsa, que equivale a US$ 500 milhões de prejuízo.
O sistema desenvolvido por este hacker é muito simples. Ele utilizou um programa que simula testes de conexões entre servidores e computadores pessoais. Em seguida, introduziu esses programas em milhares de computadores inseguros em todo o mundo. Esse computadores são chamados de zumbis. Os programas modificados ficam esperando um comando para entrar em ação. Quando o hacker decide agir, emite um comando para todos os programas modificados nos zumbis. Esse, passam a contactar o site de determinada empresa. Como são milhões de requisições ao mesmo tempo, eles travam o sistema, que é obrigado a sair da rede.
‘‘O hacker utiliza computadores zumbis, que também podem ser servidores, para maximizar o poder de destruição da invasão e para não ser identificado’’, explica o diretor da ISS. ‘‘Esse é um ataque dirigido, sem contar os vírus que são lançados em todo o mundo viajam sem direção pré-definida.’’
Esse tipo de invasão é mais comum em sites de e-commerce – quanto mais tempo ele fica fora do ar, mais prejuízos tem. Os vírus são mais simples de detecção que o ataque de hacker, pois têm formas específicas de ação. ‘‘Mas o hacker pode entrar por qualquer porta e provocar as mais variadas modificações na rede de uma empresa.’’ (E.C.)

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