Cerca de 50 pessoas - entre representantes do Banco Central, do Hong-Kong & Shangai Bank e do Bamerindus - trabalhavam ontem, na sede da Vila Hauer, em Curitiba, dando prosseguimento ao processo de intervenção do Bamerindus, decretado na última quarta-feira, pelo Banco Central. Os seguranças foram orientados a manter a imprensa do lado de fora do prédio.
Antes do início do trabalho na Vila Hauer, uma equipe da Folha tentou entrevistar o interventor destacado pelo Banco Central, Luiz Carlos Alvarez, mas ele não deu entrevista. ‘‘Não estou autorizado a falar nada por enquanto’’, disse ele. Em contato telefônico entre a portaria e o quarto 103 do hotel Curitiba Palace (Centro), onde está hospedado, Alvarez prometeu falar com a imprensa na próxima semana. Quando perguntado sobre até quando vai ficar em Curitiba, disparou um ‘‘sem previsão’’ e interrompeu a ligação.
‘‘Tenho muito trabalho ainda’’ foi uma das poucas frases ditas por Alvarez no contato com a Folha. Ele pediu para ser acordado às 7h30, tomou café-da-manhã no quarto e desceu às 9 horas. Deu uma olhada nas primeiras páginas dos jornais, ainda na portaria do hotel, e embarcou num Corsa vinho, placas ATS-1377, de Curitiba - que tem a porta do motorista amassada - em direção à sede do grupo Bamerindus, na Vila Hauer, onde trabalhou durante todo o dia analisando documentos do banco.
Luiz Carlos Alvarez é o mesmo executivo do Banco Central que atuou como interventor no Banco Nacional, que acabou adquirido pelo Unibanco.

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