O interventor da Anatel na CRT, Ronaldo Sá, explicou ontem que fará três tipos de auditoria na operadora gaúcha: técnica, administrativa e financeira. O processo será realizado em 180 dias. ‘‘A hipótese de cassar a concessão da CRT será analisada somente após este período’’, afirmou Sá. O interventor disse que, caso a concessão seja extinta, haverá uma licitação para a venda do controle, o que permitiria o ingresso de outros grupos na disputa, além da Brasil Telecom (o único habilitado disposto a adquirir a empresa). Nesta hipótese, os acionistas seriam indenizados pelo valor patrimonial de suas participações, explicou. ‘‘Nossa preocupação é com a CRT, para que ela não sofra solução de continuidade’’, declarou o interventor. ‘‘Se os acionistas vão ganhar ou perder dinheiro, se vão chegar ou não a um acordo, não está em nossa preocupação nesta intervenção’’, observou.
Sá disse que não pretende rever o balanço de 1999. ‘‘Eu quero que os acionistas que foram responsáveis por ele façam a revisão, se tiverem que fazer’’, afirmou. Sá disse que não nomeou ainda novos diretores os antigos foram demitidos.
Em sua primeira entrevista coletiva após assumir o cargo, o interventor Ronaldo Sá, disse que os investimentos na empresa serão mantidos. ‘‘A empresa tem geração de caixa para investir’’, afirmou, sem revelar números. A CRT precisa ter, ao final deste ano, 1,861 milhão de acessos instalados, de acordo com o plano geral de metas para universalização do serviço telefônico fixo comutado. Conforme a companhia, já há ‘‘em serviço’’ 1,624 milhão de terminais e outro 1,835 milhão de terminais estão ‘‘instalados’’.

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