Outra questão complicada e não resolvida das relações internacionais, abordada por Gareth Evans, presidente do Grupo de Crises Internacionais, na Bélgica, é o dilema entre o respeito à soberania dos países e as chamadas ‘‘intervenções humanitárias’’, quando se tenta impedir assassinatos em massa, perseguições raciais e outras ações nocivas levadas a cabo pelos governos de algumas daquelas nações.
O futuro do Iraque foi outra questão abordada. Dieckhoff, ressonando uma visão mais européia do que americana, acredita que a posição de rever as sanções e tentar retomar o programa de inspeções no Iraque -para impedir a fabricação de armas de destruição de massa -é mais sensata do que tentar derrubar Saddam Hussein e substituí-lo por um governo de oposição, como foi feito no Afeganistão.
Christoph Bertram, diretor do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e Segurança, é outro que defende a política de revisão de sanções e retomada de inspeções no Iraque. Para ele, ‘‘o uso da força só deve ser feito com motivos relevantes e legítimos, e não porque ’nós não gostamos do sujeito e resolvemos derrubá-lo’’’.
Um motivo relevante legítimo para ele, no caso iraquiano, seria a descoberta que o país está desenvolvendo armas atômicas. Como este não é o caso, uma intervenção seria um ato arbitrário que tornaria ainda mais difícil o desenho de uma estratégia coerente dos países ricos para se mover no mundo confuso e turbulento do período pós-Guerra Fria.

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