Brasília - O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco, disse ontem que as interrupções nas vendas de títulos pelo programa Tesouro Direto, que têm ocorrido com frequência, têm como objetivo atualizar os preços dos papéis de acordo com as negociações no mercado secundário. Além disso, visam a proteger o pequeno investidor.
O Tesouro atribuiu o aumento na procura pelo programa de venda de títulos a pessoas físicas às mudanças que foram feitas no início do ano, como a modificação na nomenclatura dos títulos, que tornou o Tesouro Direto mais acessível para o pequeno investidor.
"É fato que estamos em um momento de aumento das taxas de juros do País, mas isso já ocorreu no passado e não havíamos observado uma mudança de patamar no programa como agora. Não apenas estamos observando aumento de vendas líquidas, mas também aumento do número de investidores cadastrados", acrescentou o coordenador-geral de Planejamento da Dívida, Luiz Fernando Alves.

Balanço

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informou ontem que, em agosto, as vendas do Tesouro Direto atingiram R$ 1,377 bilhão. Segundo o Tesouro, os títulos mais demandados são os indexados pelo IPCA, com 60,4% da participação. Os títulos prefixados corresponderam a 12,5% e os indexados à Selic, 27%. Os resgates totalizaram R$ 390,4 milhões, dos quais R$ 321,8 milhões relativos às recompras e R$ 68,6 milhões referente aos vencimentos.
Em agosto, o estoque do Tesouro Direto registrou um montante de R$ 20,61 bilhões. Sobre o prazo de emissão, no mês passado, 17,6% das vendas no Tesouro Direto corresponderam a títulos vencidos acima de 10 anos. As vendas de títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 41,8% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 40,7% do total.

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