A Anatel tem meta ambiciosa também em termos de internet: a agência quer ''massificar'' a prestação do serviço, dobrando o número de domicílios com banda larga no Brasil nos próximos anos. Atualmente, 15 milhões de lares brasileiros estão conectados à rede mundial de computadores, o que corresponde a 27% do total. Hoje, de acordo com o IBGE, cerca de 70 milhões tem acesso à internet, em casa ou no trabalho.
A meta do Plano Nacional de Banda Larga é dobrar a capacidade atual, levando a internet a 30 milhões de domicílios, e assim, superar a metade do total.
O economista João Rezende considera que a expansão da internet é necessária para o Brasil se desenvolver em todas as áreas e diz que outros países também estão priorizando os investimentos neste setor. ''A internet é uma alavanca importante para o desenvolvimento daqui para frente; o país que quiser se modernizar, tem que oferecer uma internet de qualidade para a população'', afirma.
Rezende diz que ainda não há um cálculo definido sobre o investimento para se atingir a meta estabelecida pelo governo, mas estima que seriam necessários algo em torno de R$ 10 a R$ 12 bilhões por ano nos próximos cinco anos, totalizando R$ 60 bilhões. A maior parte dos investimentos deve ser feita pelas próprias empresas do setor.
A presidente Dilma Rousseff determinou que a velocidade mínima a ser oferecida para o usuário seja de 1 Mbps (megabit por segundo) ao preço de R$ 35,00 por mês. De acordo com o conselheiro João Rezende, este valor pode baixar cerca de 20%, dependendo do percentual do ICMS cobrado em cada estado.
TV a cabo
A Anatel ainda quer facilitar o acesso da população à TV por assinatura. Rezende afirma que isto será possível com a ''convergência tecnológica'', ou seja, uma mesma operadora deverá oferecer os serviços de telefonia, internet e TV a cabo. Segundo ele, quem não se adequar à esta nova realidade, não sobreviverá no mercado.

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