A velocidade de conexão do serviço ofertado pelo Plano Nacional de Banda Larga terá de ser quintuplicada nos próximos três anos. A partir do início de outubro, as empresas terão de oferecer aos clientes um serviço com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). Gradativamente, esse valor terá de subir, até chegar a 5 Mbps em 2014, quando o governo espera que o serviço de banda larga popular esteja disponível em todos os municípios do País.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cerca de 70% dos domicílios que não têm acesso à internet devem aderir ao plano, lançado oficialmente ontem (30). Atualmente, o serviço só está presente em 27% dos lares brasileiros. A oferta de banda larga não terá injeção de dinheiro público, mas a Eletrobras poderá se associar à Telebrás para ofertar banda larga em todo o País no atacado.

Segundo o ministro, está sendo negociada uma proposta de acordo comercial em que a Eletrobras, em vez de simplesmente "entregar as fibras" para a Telebrás, fará um "esforço conjunto" na comercialização. "A Telebrás faria os acordos econômicos, mas a Eletrobras seria integrante. Pode ter uma terceira empresa só para explorar essas fibras. Aí sim justificaria a Eletrobras colocar dinheiro (no negócio)", explicou Bernardo.

Preço menor
Ao investir em redes de fibra ótica para venda de capacidade no atacado, o ministro estima que haverá uma redução de 30%, em média, dos preços cobrados atualmente. Bernardo esclareceu, no entanto, que a proposta do governo de investir R$ 1 bilhão por ano em fibras óticas não foi abandonada.

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