‘Internet não substitui
comércio tradicional’
Para a consultora norte-americana Alice Bird McCord, o comércio eletrônico (via internet) não tem condições de substituir a forma tradicional de compra e venda. ‘‘Está havendo um exagero por parte da imprensa com relação a esse assunto, esse crescimento que dizem existir não é real’’, afirmou.
Segundo pesquisas feitas nos Estados Unidos, apenas 1,5% das vendas de natal do ano passado naquele país foram pela internet. O comércio eletrônico representou, em 1999, 3% do total comprado pelos norte-americanos. No entanto, 33% dos lares dos Estados Unidos estão conectados à internet. Não existe pesquisa como essa no Brasil. Mas apenas 6% dos lares brasileiros tem acesso à rede mundial de computadores.
A mesma pesquisa dos EUA mostra que entre as pessoas que não fazem compras eletrônicas, 53% acham que teriam problemas com a entrega dos produtos, quase 30% tem vontade de provar o produto antes da compra e 19% têm medo de transferir informações do cartão de crédito. ‘‘A net é um canal complementar de vendas e o varejista pode utilizá-la como catálogo eletrônico para alavancar suas vendas’’. A especialista lembra que uma das maiores empresas de comércio eletrônico do mundo, a Amazon.com, entrou no seu terceiro ano com balanços negativos. (E.C.)

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