Agência Estado
De São Paulo
Consumidor ou empresário/comerciante; internauta ou e-commerce. Não importa o lado do ‘balcão-computador’ em que você esteja, a Internet tornou-se o grande desafio das transações comerciais. E, seguindo os conselhos dos maiores especialistas em marketing, não será possível sobreviver à margem da infovia, na próxima década. A própria explosão da Internet, que está completando 30 anos, somente se iniciou há cinco anos quando ela se abriu para o mundo dos negócios. O comércio virtual ainda engatinha, mas sua expansão é no ritmo de bits e bytes.
A taxa anual de crescimento das vendas por Internet nos países latino-americanos dobra a cada ano. Desta maneira, daqui a três anos o volume de compras virtuais deve alcançar perto de US$ 4 bilhões, sendo que mais de 50% dos negócios devem ser feitos no Brasil. Casos de êxito e de faturamento elevado estão atraindo cada vez mais empresas para o comércio on line. No entanto, os especialistas advertem que uma coisa é preparar um site como vitrine para seus produtos, outra totalmente diferente é abrir seu espaço na Web para a comercialização dos produtos.
A palavra-chave no comércio eletrônico é segurança. Atualmente, o avanço tecnológico dos sistemas de proteção (criptogtafia, filtros, barreiras em hardware, etc.) tornaram as transações seguras como uma relação bancária. Praticamente tudo o que está à venda em um shopping center pode ser comprado também em lojas virtuais. E muito mais, pois além de livros, CDs, artigos eletrônicos e de informática, a Internet permite acesso a serviços especiais.
Você pode encomendar um ramalhete de flores a ser entregue em praticamente todas as principais cidades do mundo; pode comprar charutos cubanos ou manter uma carteira de ações a partir de 500 reais, fazendo movimentações diárias.
A Internet é um território virgem, em contínua construção. Por isso, as idéias inovadoras e as iniciativas de quem chega antes costumam valer muito. E o prêmio costuma ser a valorização das ações nas bolsas de valores norte-americanas. O valor de uma empresa ligada à Web não está relacionado aos resultados do ano fiscal mas ao potencial futuro. É o caso da Amazon.com que só deu prejuízo até hoje mas seu valor é de quase US$ 20 bilhões.
Existem sites específicos de leilão (ebay.com, freelance.com.br), outros que pagam cada vez que você o acessa (gotoworld.com/getpaid/register/default.asp e epipo.com), ou remuneram para você colocar banner da loja deles no seu site (amazon.com, booknet.com.br e tomorrow.com.br) ou procuram a passagem aérea no valor que você pode pagar (priceline.com).
Se você é usuário das compras online, tenha cuidado na hora de escolher seu fornecedor. Geralmente, os que têm loja física merecem credibilidade. Ao comprar em site de leilão, certifique-se da origem da mercadoria (evite a possibilidade de comprar objeto roubado). Pague somente com cartão de crédito, evitando ordem de pagamento (nos Estados Unidos, já há muitas queixas de estelionato).
Para melhorar o item segurança no comércio eletrônico, o American Express e o Unibanco estão lançando cartões de crédito para uso exclusivo na Internet. O Amex será distribuído, gratuitamente, a partir de janeiro. O e-card Unibanco (www.cartaounibanco.com.br) pode ser solicitado por clientes e não-clientes.

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