Internet acessada pela rede elétrica
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sábado, 22 de janeiro de 2005
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Depois de entrar na casa dos brasileiros pelo telefone ou pelo sinal de TV a cabo, a internet também poderá ser acessada por meio da tomada de eletricidade, a partir de 2006. A estimativa é da Hypertrade Telecom, empresa certificada no final do ano passado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa brasileira vai oferecer equipamentos que utilizam essa tecnologia, conhecida como Powerline Communications (PLC).
As distribuidoras estão de olho nesse sistema, mas consideram que ainda é cedo para falar em plano de negócios. ''Todo mundo está atento, mas por outro lado a nossa posição é bem realista. A expansão dessa tecnologia vai depender da evolução do mercado e da relação custo-benefício'', diz o gerente de projeto da diretoria de engenharia da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Helder Pires Bufarah.
O custo de um projeto de pequeno porte de PLC varia de US$ 500 mil a US$ 1 milhão. Se o cliente for de maior porte, o preço dispara para até US$ 100 milhões. O valor do modem é de R$ 1 mil.
As estimativas são do vice-presidente da Hypertrade, Newton Lavieri, que lembra que os equipamentos são fabricados pela japonesa Mitsubishi. Segundo ele, no mundo há cerca de 800 mil usuários desse sistema, principalmente na Espanha.
Num primeiro momento, os principais usuários deverão ser corporativos, como prédios comerciais ou shoppings, até pelo alto custo. Lavieri acredita que há potencial para 5 milhões de clientes no País até 2011. ''A PLC é a transmissão de dados pela rede elétrica já existente. Por isso, não há necessidade de grandes obras de infra-estrutura'', afirma, acrescentando que já há 100 projetos em análise.


