FORMAÇÃO PROFISSIONAL Internet abre campo de trabalho Arquivo FolhaQuem quer se manter no mercado de trabalho tem que dominar a Internet Agência Estado De São Paulo Se você pretende manter-se no mercado de trabalho, além do conhecimento da área em que atua, precisa aprimorar a sua formação geral e dominar a mais nova ferramenta de trabalho de todos os setores: a Internet. ‘‘O profissional deve absorver novos conhecimentos e acompanhar a evolução internética que ocorre no mundo’’, diz Thomas Case, fundador do Grupo Catho, empresa especializada em recolocação profissional. No Brasil e no mundo, a Internet hoje é a força motriz da nova economia, afirma Case. ‘‘É como se fosse um rolo compressor com toda força e prosperidade.‘‘A rede, segundo ele, está revolucionando os processos de trabalho, aumentando a produtividade e reduzindo custos da empresa. Conforme ainda Case, tudo que estiver relacionado com a Internet nos próximos cinco anos comandará as vagas no mercado de trabalho. Por isso, o profissional, independentemente do cargo ou ocupação, da base até o topo, deve ser usuário do sistema de Internet, navegar e entender tudo o que se está passando nesse meio. ‘‘Não vai ser possível a sobrevivência no mercado sem conhecimentos de informática e uma segunda língua.’’ Há 35 anos, as empresas buscavam empregados que sabiam ler e entendiam do assunto e eram capazes de ensinar o serviço para outros funcionários, conta Case. Hoje, estão em busca de quem tenha muitas qualificações. O profissional tem de conhecer economia, política, informática, línguas, etc. Exemplo: um webdesigner, profissional que prepara home pages, tem de conhecer, pelo menos, um pouco de ferramentaria, se estiver trabalhando em uma metalúrgica. A expansão da Internet provoca mudanças em outros mercados de trabalho também. Por exemplo, quando você compra algo pela Internet, alguém tem de fazer a entrega. Assim, surgem novas profissões, como supervisores de parcerias, consultores virtuais, gerentes de lojas virtuais, etc. Nesse processo, outros profissionais, como jornalistas, pessoas ligadas ao marketing, advogados, começam também a ser requisitados. Os profissionais têm também de adaptar-se a novas normas no mercado. Já não existe a segurança de antes, quando a única forma de trabalho era o emprego fixo, regido pelas normas da Consolidação das Leis Trabalhistas. Hoje, há novas formas de relações trabalhistas, como os contratos de risco, por exemplo, e a remuneração vai depender do desempenho.

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