Internacionalização do BB prevê negócios na Argentina e EUA
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Fernando Nakagawa<br> Agência Estado 
Brasília - Com a compra do Banco da Patagônia, o Banco do Brasil (BB) inicia seu plano de internacionalização que prevê negócios na Argentina, Estados Unidos e demais países com forte presença de brasileiros e companhias nacionais. Anteonontem, o grupo controlador do banco argentino anunciou que vendeu 51% das ações da instituição financeira para o BB por US$ 479,66 milhões. Os papéis foram adquiridos dos sócios Jorge e Ricardo Suart Milne e Emilio Gonzáles Moreno. O negócio, que se arrastava desde o fim do ano passado, foi aprovado em reunião da diretoria do banco argentino.
De acordo com fato relevante enviado à Comissão Nacional de Valores da Argentina, o BB pagará 40% do valor do negócio (cerca de US$ 191 milhões) e o restante será pago ''em um determinado prazo''. Segundo o comunicado ao mercado, o preço sofrerá ajuste entre a data de assinatura do contrato e o fim dos pagamentos em 3,5% anuais. O Patagônia tem ativos de U$S 2,570 bilhões, carteira de crédito de US$ 1,163 bilhão e depósitos de US$ 1,717 bilhão. A instituição tem 775 mil clientes com 155 pontos de atendimento, 417 caixas eletrônicos e 2.660 empregados
O vice-presidente de negócios internacionais do BB, Allan Simões Toledo, disse à Agência Estado que a marca do Banco Patagônia será mantida e há intenção de que os clientes brasileiros do BB possam, no menor tempo possível, usar as 155 agências ou 417 caixas eletrônicos do banco adquirido no país vizinho. ''Obviamente, ainda não podemos fazer movimentos até as autorizações legais das autoridades argentinas e brasileiras. Mas quando saírem essas autorizações, começaremos um trabalho da área de tecnologia para a integração de redes. O objetivo é que brasileiros possam usar as agências e os caixas eletrônicos do Patagônia. E o inverso também'', disse, por telefone de Buenos Aires, o vice-presidente.
Simões explicou que o BB não pretende retirar as ações do Patagônia que são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo e de Nova York. ''Os papéis continuarão a ser listados nos dois mercados. O importante é que, após a aprovação das autoridades dos dois países, faremos uma oferta pública com as mesmas condições dadas aos sócios controladores também aos minoritários'', afirmou.
Com o fechamento do negócio, o BB se prepara para a mudança de endereço em Buenos Aires. Da antiga agência aberta em 1960 na rua Sarmiento, também no centro da capital argentina, o banco brasileiro vai se mudar para um grande e vistoso prédio a dois quarteirões da Casa Rosada, sede do governo federal. O prédio foi adquirido pelo Patagônia há pouco menos de um ano do inglês HSBC por cerca de US$ 20 milhões. ''É um edifício com melhores condições para a nova gestão e vai centralizar toda a direção do banco'', diz. A agência da Sarmiento será fechada no médio prazo e os funcionários, transferidos para a nova sede.


