O efeito da redução do spread bancário sobre o segmento de intermediação financeira foi um dos principais fatores que jogou para baixo o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do setor de serviços no terceiro trimestre de 2012 em relação ao trimestre anterior, de acordo com uma fonte do governo.
A avaliação oficial é que esse efeito já foi absorvido e que isso não irá se refletir no resultado dos bancos, na mesma magnitude, no final deste ano e nos próximos trimestres. O setor de serviços, que responde por 60% do PIB, ficou estagnado entre julho e setembro.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também atribuiu o resultado do setor de serviços a ''eventos que tendem a não se repetir''. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda nos serviços de intermediação financeira, de previdência complementar e seguros, de 1,3%, foi a principal responsável pela estagnação do setor.
Segundo Rebeca Palis, gerente das Contas Nacionais do IBGE, os motivos para a retração foram a inadimplência recorde, que levou os bancos a aumentarem as provisões para créditos de difícil recuperação, os juros menores e o spread bancário mais baixo.''A maior inadimplência fez os bancos elevarem suas provisões. Esse é um dinheiro que os bancos não movimentam e que não circula na economia'', disse.
Do segundo para o terceiro trimestre, quase todos os demais ramos dos serviços tiveram resultado positivo. O comércio teve alta de 0,4%. Os serviços de educação e saúde públicos e da administração dos governos subiu 0,1%. Já os serviços de informação (internet, telefonia, mídia e outros) cresceu 0,5%.

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