Curitiba - O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, fechou o primeiro ano de gestão com um balanço positivo. Segundo ele, as principais metas definidas no planejamento estratégico - a presença maior do Sistema Fiep no interior do Estado e o aumento dos investimentos em formação e capacitação profissional através do Sesi e do Senai - foram atingidas. No total, já foram visitados 21 municípios de todas as regiões. Em 68 anos da Fiep, esta é a primeira vez que o presidente é um empresário do interior do Estado.
O número de matrículas em educação do Sesi e Senai foi de 426.524 realizadas até setembro, enquanto a meta para o ano era de 415.388. ''Foi um ano de muito aprendizado. Como tivemos uma campanha do processo eleitoral de um ano, isso me deu um conhecimento profundo das dificuldades do setor'', disse.
Segundo ele, a Fiep também tem se esforçado para mostrar ao governo federal os melhores investimentos a serem feitos no Estado em infraestrutura e logística para diminuir os gargalos em todos os modais de transporte.
Campagnolo destacou ainda a aproximação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que proporciona trazer programas do Sesi e Senai nacional. Segundo ele, dentro do Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, que conta com recursos do BNDES, serão investidos R$ 185 milhões até 2014, na ampliação das estruturas do Senai que vai contar com sete centros de tecnologia no Paraná nas cidades de Londrina (área de TI), Arapongas (móveis), Maringá (eletromecânica), Toledo (alimentos), Curitiba (meio ambiente) e Ponta Grossa (construção civil). No primeiro semestre de 2013, serão iniciadas as obras do Instituto Senai de Inovação em Curitiba que vai atuar na área de eletroquímica.
A Fiep também lançou, em julho, a terceira etapa do movimento A Sombra do Imposto, com uma nova cartilha que esclarece a população sobre os efeitos da corrupção sobre a carga tributária.
No ano passado, o orçamento da Fiep foi de R$ 550 milhões e, para este ano, estão previstos R$ 580 milhões. Para a continuidade do mandato, que vai até 2015, Campagnolo deve priorizar os investimentos em educação que incluem Sesi e Senai e atuar na defesa dos interesses do setor industrial.

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