O Interior representou 46,7% das 53 mil vagas criadas no ano passado no Paraná. A Região Metropolitana de Curitiba ficou com 43,3%. Os municípios que mais criaram vagas foram Paranaguá (alta de 10%), Araucária (7,3%), Ponta Grossa (7,2%), Franscisco Beltrão (7,2%), Cascavel (7%) e Toledo (6,1%). Londrina ficou na sétima posição, com variação de 5,7% e Curitiba na 25ª, com alta de 1,46%.
‘‘Paranaguá teve uma peculiaridade de uma indústria e por isso aparece em primeiro, mas as outras cidades tiveram esse desempenho por causa de investimentos na indústria, e Cascavel e Toledo têm indústria forte de carnes’’, avaliou o economista técnico do Dieese, Cid Cordeiro.
Cordeiro ressaltou que outras cidades, que devem ter explosão demográfica na próxima década segundo previsões do IBGE, deveriam estar criando novas vagas para suprir as necessidades dos próximos anos. Entre elas está Colombo, com previsão de crescimento de 108% na população até 2010, mas que abriu apenas 641 vagas no ano passado, alta de 4,4%.
A expectativa do Diesse é que em 2002 o Paraná mantenha o fôlego na criação de novos postos de trabalho, caminhando junto com a economia brasileira, que deve crescer até 3,5%, segundo estimativas do governo federal. ‘‘Os setores químico e metal mecânico devem continuar abrindo vagas, o primeiro porque acompanha o andamento da economia e o segundo ainda como reflexo das montadoras aqui instaladas’’, disse.

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