Interior gerou 85% dos empregos no PR
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quinta-feira, 11 de março de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O interior foi, em 2003, o grande gerador de empregos no Paraná. Das 62.370 vagas geradas no ano passado, 85,47% estavam no interior. Entre os principais destaques na geração de postos de trabalho está Londrina, que em números absolutos foi a que mais gerou empregos (4.433 novas vagas, um crescimento de 4,59% em comparação com o número de empregados já existentes), e Francisco Beltrão, que percentualmente foi o maior destaque, com crescimento de 16,64% (1.750 novos postos de trabalho). Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) do Paraná.
A Região Metropolitana de Curitiba apresentou os piores índices de crescimento de empregos, abrindo 9.063 (14,53%) do total de novas vagas do Estado em 2003. O pior resultado ficou por conta de Araucária, na Grande Curitiba. O município demitiu 83 pessoas, fechando o ano passado com saldo negativo de 0,39%. O segundo pior resultado foi o de Curitiba, que apresentou um crescimento de apenas 0,61% (2.796 vagas).
Para o economista do Diesse, Sandro Silva, o fortalecimento da agroindústria foi o grande responsável por esse crescimento no interior. Isso porque a geração de renda no interior fortaleceu também o setor de comércio e serviços. Em números absolutos, os destaques depois de Londrina foram Maringá (4.006 novas vagas, com alta de 5,54%) e Cascavel (2.806 novas vagas, com crescimento de 6,09%). Já percentualmente, os maiores crescimentos depois de Franciso Beltrão foram de Telêmaco Borba (10,11%, com 1.162 novas vagas) e Toledo (8,86%, com 1.805 novas vagas).
Entre as mesorregiões geográficas, a que mais gerou empregos em 2003 foi o Norte Pioneiro, com alta de 10,39%, seguida pela Sudoeste Paranaense (8,29%), justamente onde fica Francisco Beltrão, e o Oeste Paranaense (7,74%), onde fica Toledo. Segundo Silva, os segmentos que mais cresceram no Norte Pioneiro foram as indústrias de madeira e mobiliário, alimentos, têxtil e vestuário. Na região do Sudoeste, o setor de serviços (80% dos novos empregos) e da indústria alimentícia. Já na região Oeste, os destaques são do comércio e da indústria de alimentação, têxtil e de vestuário.
Já entre as microrregiões, os maiores crescimentos em 2003 foram em Ibaiti, com alta de 19,92% (1.092 novas vagas), Cornélio Procópio, com aumento de 19,30% (3.710 novos empregos) e Palmas, com alta de 13,29% (1.305 novas vagas). Os piores resultados são de Jacarezinho, com queda de 0,20% (33 demissões), Pitanga, com baixa de 0,05% (duas demissões) e Rio Negro, com alta de apenas 0,38% (35 novas vagas).


