Carmem Murara
O nível de emprego formal no interior do Estado apresentou crescimento superior em relação à Região Metropolitana de Curitiba no primeiro semestre deste ano. Enquanto nos municípios do interior houve a geração de 12,8 mil postos de trabalho, na Grande Curitiba ocorreu a eliminação de 7,1 mil. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Sócio-Econômico (Dieese), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Os números se referem ao saldo entre as carteiras profissionais que foram feitas e as que deram baixa, no período.
O desempenho positivo no interior é atribuído ao setor agropecuário, que por conta do período da safra aquece toda a economia da região. O primeiro semestre de cada ano sempre apresenta um saldo positivo na geração de emprego, segundo avaliação do economista do Dieese, Cid Cordeiro.
Em todo o Estado, o balanço feito no mês de junho (últimos dados apurados) mostra que o saldo positivo de geração de emprego formal foi de 3,4 mil vagas no interior. ‘‘Este foi o desempenho mais fraco dos últimos seis anos’’, avaliou o economista. Na região de Curitiba houve uma estabilização. A queda é de apenas 0,01, o que representa a perda de 44 empregos.
A média de geração de emprego no Paraná foi em torno de 25 mil postos de trabalho, entre 1995 e 1998. No segundo semestre, a média histórica de eliminação de vagas foi de 33 mil vagas entre 1992 e 98. Se a compraração for feita apenas no período do Plano Real (94-98), houve a redução de 45 mil vagas no mercado formal.

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