Interior é o que mais emprega no Paraná
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Gisele Mendonça Com<br>Agência Estado 
O Paraná gerou no mês de junho 10.446 novos empregos, obtendo o melhor resultado entre os estados da região Sul e o 5º lugar do Brasil, depois de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. As cidades do interior são as principais empregadoras, totalizando 65,6% dos empregos gerados no Estado em junho, enquanto os 26 municípios que compõem a Região Metropolitana de Curitiba respondem pela fatia de 34,3% do total de vagas.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. De janeiro a junho, o número de novas vagas no Paraná chegou a 100.988 - o segundo melhor saldo para o período desde o início do cadastro, em 1992. As vagas de janeiro a maio já superam em 46% o resultado de todo o ano de 2009, quando foram gerados 69.084 empregos com carteira assinada.
Em Londrina, foram admitidos em junho 7.858 trabalhadores e desligados 7.005. O saldo positivo é de 853, uma variação de 0,62% em relação a maio. No semestre, o saldo é de 7.282 empregos, número 5,6% maior do que o resgistrado em dezembro do ano passado. Comparando o primeiro semestre com o mesmo período de 2009, o crescimento foi de 209%. ''É o reflexo da retomada do crescimento da economia depois da crise (financeira mundial)'', observa Lenina Formaggi, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná.
Entre os setores que mais empregaram em junho em Londrina, a área de serviços aparece em primeiro lugar, com 755 vagas, e em segundo vem a construção civil, com 77 vagas. No Paraná, o campeão também foi o setor de serviços, com 3.469 novas contratações em junho e 33.454 no primeiro semestre do ano. Em seguida, aparece a indústria da transformação, com 2.810 empregos gerados no último mês e a agropecuária com 1.819 postos de trabalho. A construção civil colocou 1.259 trabalhadores no mercado formal e o comércio, 984.
No Brasil
No País, o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada em junho foi de 212.952, o segundo melhor resultado para o mês. Segundo dados do Caged, a geração de vagas de emprego superou as demissões em 1.473.320 postos formais de trabalho no primeiro semestre de 2010. Conforme o Ministério, foi o melhor semestre da história do Caged.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, havia adiantado anteontem que, com os dados de junho, o saldo total de novas vagas na primeira metade do ano chegaria próximo a 1,5 milhão. A meta do governo é atingir 2,5 milhões de empregos novos com carteira assinada este ano, já descontadas as demissões. Com a meta de 2,5 milhões de empregos líquidos este ano, o objetivo é fechar o governo Lula com um saldo total de 15 milhões de empregos.
Os resultados de junho interromperam uma série de cinco meses de recorde. Mas Lupi enfatizou que, apesar do número mais baixo no mês passado, em relação a meses anteriores, não se trata de uma queda na geração de vagas. ''É que vocês estão acostumados a ganhar de goleada de 6 a 0 e agora, foi 3 a 0'', brincou o ministro com jornalistas.
''Não houve redução. Aliás, o número é mais do que o dobro do gerado em 2009, mas é claro que está havendo acomodação na contratação'', disse. Ele explicou que parte deste movimento deve-se a término de obras da construção civil e parte pode ser atribuída à diminuição de contratações no setor de serviços, em especial, de educação, por conta das férias escolares. Para o ministro, o dado de junho não gera qualquer preocupação em relação à economia brasileira ou ao mercado de trabalho.


