O desempenho da economia - puxado pelo boom da construção civil e do agronegócio e pelo aumento da geração de empregos - instalou o clima de otimismo entre os empresários da Região Norte do Estado. Em Londrina, por exemplo, 72,1% dos comerciantes estão confiantes quanto aos resultados obtidos por suas empresas no curto prazo. Em Maringá (Região Noroeste) indicadores econômicos registrados no primeiro semestre - como aumento da arrecadação, das captações de poupança e dos empregos - revelam que a atividade econômica atingiu seu maior nível desde 1996, quando as pesquisas tiveram início.
''Registramos neste ano o melhor resultado da atividade econômica desde 96. A expectativa é que tenhamos um Natal forte'', avalia Joilson Dias, professor doutor da Universidade Estadual de Maringá e coordenador da pesquisa que criou o Índice de Atividade Econômica de Maringá. Este índice é formado a partir da análise de mais de 40 variáveis que indicam atividade econômica como compra e venda de bens e serviços. Em 96, a pesquisa atingiu 90 pontos enquanto a previsão é encerrar este ano com 180 pontos.
''De 96 para cá a atividade econômica dobrou. No entanto, o índice começou a crescer a partir de dezembro de 2001'', informa Dias. Segundo ele, em janeiro de 2002 foram atingidos 100 pontos, o que mostra que nos últimos seis anos houve um crescimento de 80% na atividade econômica. O pico deste aumento foi registrado em fevereiro deste ano, data considerada atípica pelo pesquisador. ''Em janeiro e fevereiro foram gerados mais de mil empregos por mês'', comenta. No entanto, houve uma leve desaceleração entre março e setembro, mas está projetado um forte crescimento a partir deste último trimestre, desta vez, por motivos sazonais.
Até junho foram gerados 7.134 novos empregos e a previsão é que este ano seja fechado com a criação de 11.500 novas vagas. Desta forma, até dezembro cerca de 110 mil pessoas estarão empregadas formalmente. ''Teremos um crescimento da massa salarial'', diz o professor. No primeiro semestre o segmento que mais gerou empregos foram os serviços, principalmente, os de apoio à atividade econômica como escritórios de profissionais liberais e imobiliárias, por exemplo. No entanto, neste segundo semestre a tendência é que a geração de vagas seja predominada pelo comércio.
E as boas notícias não param por aqui: as projeções indicam que no próximo ano o crescimento da atividade econômica vai continuar com um crescimento de 5% a 10%. O professor explica que desde os anos 90 dois pólos estão sendo trabalhados fortemente em Maringá: de educação e saúde e de apoio à indústria automotiva. Além disso, há o fortalecimento do setor têxtil e da indústria da construção civil. ''Tudo isso é refletido no comércio com o aumento da massa salarial'', avalia.

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