Interferir no acordo seria populismo, diz FHC
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Agência Estado São Borja (RS) 
O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirmou ontem que o governo não vai interferir nas negociações sobre a redução de salários e da jornada de trabalho de operários das indústrias automobilística e de autopeças. Segundo ele, o País vive uma nova época na qual não há populismo, nem participação política, nas negociações. Os sindicatos sempre lutaram por negociação livre, e é o que estão fazendo agora. Fernando Henrique disse que seria um retrocesso pedir agora que o governo entre nesta negociação.
Acho que esta é uma questão que tem de ser resolvida entre trabalhadores e patrões, afirmou. Os trabalhadores têm seus sindicatos, suas centrais, e não cabe ao governo, nem ao presidente, estar nessa intermediação. Segundo Fernando Henrique, os problemas dos setores automobilístico e de autopeças devem-se não só à situação geral pela qual passa o País, mas a problemas específicos.
Acho positivo que eles (patrões e empregados) entrem em negociação, mas não sou nem trabalhador nem dono de empresa e não sei nas condições específicas o que é melhor. Fernando Henrique lembrou ter pedido aos empresários para evitar demissões. Fiz um apelo às montadoras para que não demitam porque temos preocupação com a questão do emprego.


