Interesse por maquilas aumenta no Estado


Mie Francine ChibaReportagem Local
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Rodrigo Sassi, dono de indústria de forros de PVC em Londrina, fez fusão com empresa do ramo no Paraguai e agora fabrica por lá os produtos que são comercializados no País
Rodrigo Sassi, dono de indústria de forros de PVC em Londrina, fez fusão com empresa do ramo no Paraguai e agora fabrica por lá os produtos que são comercializados no País



De acordo com Reinaldo Tockus, da Fiep, o interesse pela Lei de Maquila cresceu de alguns anos para cá. "As empresas tinham medo de investir no Paraguai. Hoje, é um país em pleno desenvolvimento, um dos poucos da América Latina com crescimento acentuado da economia e qualidade de vida excelente", observa. Os últimos dois governos, ele diz, estiveram preocupados em aumentar o setor industrial do País, que por enquanto corresponde a apenas 3% da economia. "Eles estão com uma política forte de atração de investimentos." Claudio Gomes, sócio do Braspar (Centro Empresarial Brasil-Paraguay), comenta que o interesse pela Lei se intensifica com a crise e o aumento de impostos. "O Paraguai é um País com variáveis econômicas sólidas, gasta menos que arrecada, tem reservas cambiais gigantescas e dívida externa infinitamente menor. É uma economia de livre mercado, e isso atrai capital."

Em matéria publicada no dia 31 de julho na Folha de Londrina, o empresário Wanderley Napoli afirmou que pretendia levar a produção da empresa para o Paraguai devido aos impostos pagos no Brasil. "Se eu fabricar lá e colocar distribuição em Londrina, chega 30% mais barato", disse ele, na ocasião. Segundo Napoli, quase 50% do preço de um de seus produtos (um pé de moça) é composto por impostos. Hoje, o industrial reafirma sua intenção. "A intenção é levar toda a planta para lá e manter um departamento de distribuição aqui." Napoli afirma que levará o projeto adiante no ano que vem e espera já em 2019 concretizá-lo.

"Se eu fabricar lá e colocar distribuição em Londrina, chega 30% mais barato", diz Wanderley Napoli, empresário do setor de alimentos em Londrina
"Se eu fabricar lá e colocar distribuição em Londrina, chega 30% mais barato", diz Wanderley Napoli, empresário do setor de alimentos em Londrina | Fotos: Gina Mardones



Uma indústria de forros de PVC de Londrina fez uma fusão com outra empresa do ramo no Paraguai e agora fabrica por lá os produtos que são comercializados no País. Os custos de produção mais baixos, envolvendo energia elétrica e mão de obra, levaram o empresário a tomar a decisão. A compra de matéria-prima é feita na Argentina, e sai 15% mais barata, afirma o empresário Rodrigo Sassi. Máquinas e matérias-primas também vêm da China sem pagamento de impostos. Por esses motivos, ele também já estuda em dois anos migrar toda ou parte da produção brasileira para o Paraguai e usar a Lei de Maquila para trazer a produção paraguaia para o Brasil. Em Londrina, ele manteria apenas uma distribuidora. "Em um primeiro momento, comercializamos (a produção paraguaia) apenas lá dentro, mas temos projeto para trazer (os produtos fabricados no Paraguai) de volta (ao Brasil)." (M.F.C.)




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