BRASÍLIA - O real interesse da iniciativa privada no mercado brasileiro da telefonia celular vai ser revelado amanhã, quando técnicos do Ministério das Comunicações abrirão os envelopes com os documentos dos consórcios interessados na licitação da Banda B. O ministério estabeleceu o preço mínimo de R$ 3,69 bilhões por dez concessões, garantindo o direito de exploração do serviço em todo o País. O maior número de consórcios habilitados vai favorecer a expectativa, reiterada inúmeras vezes pelo ministro das Comunicações, Sérgio Motta, de levantar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões com a licitação.
O nível de sucesso dessa venda vai ser a melhor medida de quanto vale o Sistema Telebrás, cuja privatização está sendo preparada no Executivo e no Congresso. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados iniciará nesta terça-feira os debates do primeiro substitutivo da Lei Geral das Telecomunicações. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve divulgar este mês o edital para a contratação das empresas que prestarão consultoria na privatização do setor.
Motta prometeu uma surpresa com a abertura das propostas na licitação da Banda B. Motta acredita que haverá investidores interessados em todas as dez áreas abertas à licitação, embora ele mesmo tenha suscitado a possibilidade de que a região Norte do País possa ser menos atrativa do ponto de vista do retorno sobre o investimento.

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