Interessado reclama da demora para o leilão do Del Paraná
A falta de informações e a demora na aprovação do processo de venda do Banco Del Paraná, que ainda depende da aprovação dos deputados estaduais, irritou ontem um dos empresários interessados em adquirir o controle acionário da instituição financeira paraguaia. O agropecuarista e empresário paulista do setor da construção civil Airton Daré esteve ontem em Curitiba para obter mais informações sobre a venda do banco e saiu frustrado. Estou retornando para São Paulo, mais uma vez, sem ter qualquer informação concreta sobre o Del Paraná, reclamou.
Daré se interessou pelo Del Paraná há quatro meses, quando começou a procurar informações sobre a possibilidade de compra das ações que o Banestado possui. Ele chegou a viajar algumas vezes para Assunção para tentar descobrir qual seria o processo de venda. Reservei o dinheiro para a compra das ações, mas agora o ano fiscal terminou e os números do banco devem mudar, disse o empresário. Ele criticou a morosidade do governo em definir as regras de venda.
Uma auditoria feita pela empresa de consultoria Ernst & Young avaliou o capital do Banestado no Del Paraná entre US$ 10,7 milhões e US$ 14,3 milhões. O acionista majoritário detém 71% das ações no banco paraguaio, sendo que todos os papéis serão vendidos para que o dinheiro seja injetado no saneamento do Banestado.
A venda do Del Paraná deveria ter sido concluída até o dia 30 de novembro do ano passado, mas por causa do atraso da votação, pelo Senado, do saneamento do Banestado, o leilão foi adiado por tempo indeterminado. Agora, os deputados estaduais terão de aprovar uma reforma na lei que permitirá a venda total das ações do Banestado no Del Paraná. A votação está marcada para iniciar na segunda-feira na Assembléia Legislativa. O líder do governo, Valdir Rossoni (PFL), começou a convocar os deputados para que compareçam à sessão do período extraordinário.(C.M.)





